kardec - o educador

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014


"Valoriza os amigos. Respeita os adversários.” (Chico Xavier).

Compreendemos que nenhum homem dever ser como uma ilha inexplorada e que é temido por todos aqueles que ouvem falar de si e nem mesmo ser uma lenda repleta de histórias assustadora e alvo de terror quando alguns se arriscarem a querer explora-lo, neste sentido não se constrói um irmão para o bem e sim para a temeridade e mesmo para a solidão em face aqueles que insistem em desejar ser temido ou mesmo odiado por outros mais.

Toda nossa caminhada deve ser ao máximo aproveitado em toda sua instancia, temos momentos de altos e baixos, de alegrias e tristezas, amores e ódio dentre uma gama infinita de antônimos nesta existência evolutiva.

A caminhada nossa de cada dia deve ser elevada ao sentido de angariar amigos e aliados a confortar-nos nos momentos de angustias, ser o amparo nos instantes das quedas e ser a mão solidaria a nos sustentar a caminhada fraterna no sentido da salvação, engana-se aquele que diz conseguir atingir a salvação por si, quem é detentor deste sentimento ainda não aprendeu a amar como nos ensinou diversos profetas e em destaque nosso amado Jesus e também nosso Chico Xavier que nos trouxe a lição completa e repleta dos nossos sentidos.

Podemos ter variações de condutas em face ao humor que carregamos em nossa intimidade quanto aos desafios e a cada continuidade da caminhada, em muitos momentos nos deparamos com nossos semelhantes em variações de comportamentos e mesmo conceitos que muitos adquirem para si, haverá debates de ideias, contradições e mesmo a disputa da melhor concepção, mas acima de todos estes preceitos deve perdurar o respeito ao conhecimento alheio, podemos enriquecer-se quando permitimos escutar o outro e neste sentido abrir a nossa mente para a riqueza mais sagrada que é a caminhada munida de vasto conhecimento e experiências grandiosas principalmente no lidar com situações adversas ao bem e mesmo quanto aos adversários que formamos neste universo que ainda caminham com sentimentos inferiores como a inveja, o egoísmo e as disputas ruinosas de um querer se beneficiar e estar à frente do outro a todo o custo de uma pratica solitária e muitas vezes cruel.

Em nenhum momento desde a criação da humanidade o nosso criador desejou que sua obra conflitasse em inimizades como ocorre com bastante fartura na sociedade universal, bem como as guerras e todo o sentido de destruição da obra sagrada em nome de sentimentos perversos embutidos no íntimo de muitos pela força do maligno que veio para destruir tudo produzido no amor incondicional de Deus.
A força de Deus em cada um de nós é capaz de aniquilar toda pretensão do mal, temos esta arma e também o escudo protetor a nos defender destes ataques ferrenhos e repleto de morte que vem para querer perder todos nós no choro e nos rangeres de dente, e esta pratica vem acompanhando a todos desde o Jardim do Éden, onde no momento muitos ainda vivem da herança do pecado por desobediência ao Senhor e também como essa desobediência ainda vem avassaladora na humanidade.

Dentro do proposito do mal estão às chagas da humanidade que faz chorar mães e filhos diante das angustias e da temeridade do mal em grande produção na vida e de muitos que se aliam as forças do mal em sentimentos perversos a criarem a guerra existencial que aparenta não ter fim, a cada momento novas modalidades de perder os homens tem sido explorado neste laboratório planetário, para alguns a sensação é que Deus perdeu as forças e a esperança pela humanidade e abandonou seus filhos a sorte de seu destino, pois cada tempo às pestes transformada em teimosia, acomodação e preguiça vem oferecendo ao homem a inercia de sua evolução virtuosa e a dianteira do pecado cada vez mais ruinosa e mesmo insuportável à convivência com estas misérias e abismos profundos a fazer chorar todos os homens de bem, mas não, Deus jamais abandonou e jamais nos abandonará por mais que as forças contrárias nos queiram cegar a este sentido e fazer-nos alistar no exército do pecado, a cada desafio que enfrentamos é uma escola fundamental a merecermos o reino sagrado, para isto é importante cada um de nós fazer a sua e exclusiva parte e caminhar resistente ao mal e sendo obediente ao desejo do criador que é imutável, pois o sentido da salvação, as leis e a vontade de Deus jamais se modificará a nossa conveniência, pois desde a transformação de tudo que a sua vontade nos está clara e exposta, e quando ele nos diz para não experimentar determinado fruto devemos obedece-lo, pois ao contrariar a sua ordem sofreremos as consequências.

 E então devo dizer que ele é mal com nós?

Não e jamais devemos duvidar do seu amor por todos nós, pois ele é superiormente justo e sabe o que é melhor para todos nós e que o seu amor é infinito e ele sempre nos avisa com antecedência para não cairmos na tentação, mas lembrando de que o livre arbítrio é lei e que temos a liberdade de seguir por onde melhor nos convenie.

A cada instante nos oferecerão os frutos do pecado e o nosso Senhor nos dirá para não experimenta-lo, agora se a teimosia fizer presente em nossas ações, arquemos com as consequências de nossas escolhas e não vamos culpar a Deus por nossos próprios erros e pecados, devemos é louvar ao Senhor sempre a oportunidade de vencer estes desafios com a força que existe em nós.

 Mas quanto tempo será preciso para recuperar um instante perdido?

 De certo conforme o aproveitamento individual do momento aproveitado para resistir e seguir leal ao Senhor.


Difícil poder até ser, mas não é impossível desde que permitamos que Deus habite de verdade em nossos corações e que todos aproveitem cada circunstancia ofertada e que possamos doar sempre o melhor de cada um em cada ocasião.

Nesta oscilação existencial planetária conquistaremos amigos e também adversários de toda forma, teremos aliados a começar pela família e pelos amigos que nos oferecerão a proteção devida a nos assegurar que nenhum mal possa nos atingir e assim devemos nos portar a todo o momento protegendo os nossos amados, mas compreendemos que a força do mal pode romper essa fronteira de proteção e nos atingir com a sua fúria, e quando ocorrer essa situação não há porque perder a paz e a confiança no Deus maior e enfrentar as adversidades e graduar-se na lição mais importante que é a do perdão e da compreensão de que a nossa resistência parte da força divina que permitimos vive-la na sua acústica a combater toda forma do mal que surge em muitos momentos na deslealdade e na falsidade de sua aparência.

Não era para ser assim, mas amados irmãos valorizem ao máximo a sua família e os seus amigos, pois eles serão o seu porto seguro contra qualquer pretensão do maligno e quanto a aqueles que não gostam de ti por qualquer motivo ou lhe tem como adversário, ou mesmo como um inimigo declarado ou oculto, respeite-o na sua evolução e seja forte, não no sentido da violência, mas na grandeza de Deus dentro de você e jamais retribua o mal com o mal, dê sempre a outra face quando lhe for agredida a outra, não sejas orgulhoso para querer sempre vencer uma discussão ou mesmo uma injustiça, alie-se e entregue sua caminhada ao comando de Deus, pois a ele lhe será sempre devido o que lhe é tomado por qualquer iniquidade, pois ele é e sempre será justo com todos nós e saiba sempre o que é seu por mérito jamais será lhe tomado e por mais que o caminho seja tortuoso e o que lhe é devido por direito encontrará o caminho para chegar até você, basta ter paciência e fé.

Dr. Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

                                                   TUDO É VIDA

A vida nunca cessou, não cessa e nem cessará em todos os departamentos
deste Universo infinito onde ela se mostra soberana e bela.
Aquilo a que denominamos morte poderíamos chamar de uma desagregação celular que, por sua vez, continua vivendo incessantemente, e isto por um razão bem simples: cada célula componente de um grupo que empresta forma a este é energia, e esta não desaparece, mas prossegue com vida, e vida cada

vez mais abundante, justamente pela certeza adquirida de que ela, morte, inexiste, é uma mentira. Os enciclopedistas, mais cedo ou mais tarde, haverão de colocar em seus dicionários o verdadeiro significado da morte: 

uma desorganização celular que dava forma a um grupo de células que se constituía num todo orgânico ou inorgânico.

Olhando a morte com a visão espírita, que é justamente a visão do Espírito imortal, a morte já não se pode constituir num temor, num horror.

 É, sim, um fenômeno biológico natural que deve ser racionalizado pelo Espírito ergastulado à carne.

As células componentes de um corpo somático, ao se desestruturarem no ser humano, não encontram mais condições de reter a energia que as comandava, que as mantinha unidas, grupadas. Falta-lhes vitalidade, que é usada pelo Espírito para comandar o corpo, apropriando-se dele.

Tudo se altera para que aconteça o melhor, o aperfeiçoamento da forma, o seu progresso, a sua evolução.

Viver, como vamos percebendo, é evoluir em todos os estágios sem cessar, até à angelitude, quando a energia espiritual, o Espírito, não mais necessita da forma para se expressar. Daí porque o ser real não é físico. Este é clausura temporária da energia eterna.

Todos nós voltaremos às origens quando nos desprendermos do magnetismo e

do vitalismo orgânico que engendra a forma física.
Reagir à libertação pela morte do corpo carnal é apego insensato às licenças

do prazer e às imposições das mais primárias das paixões.
Somente o hedonista teme ou odeia a morte, porque para ele tudo se resume no agora, supondo que a vida seja esse breve estágio no frágil e breve período dos sentidos físicos.

Fomos criados para a libertação plena, a qual vamos alcançando,
paulatinamente, nas abençoadas experiências reencarnatórias que
caracterizam a verdadeira Vida, a do Espírito.

O homem terrenal ainda vive e sente apenas o corpo carnal, não se
apercebendo das sensações tipicamente espirituais, oriundas da vivência da caridade, do amor ao próximo, da Natureza nas suas variadas manifestações.

Como em realidade nada está morrendo, tudo vai experimentando incessante transformação, e o Espírito prossegue vivo quando da desarticulação da maquinaria física sob sua diretriz.

As comunicações mediúnicas que nos chegam diariamente, ao serem
percebidas na sua essência, vão deixando aos humanos a realidade da vida extra-física.

Jesus veio mostrar a Vida estuante após se deixar crucificar sem um mínimo gesto de defesa ou justificativa para o que havia feito. Se confiamos nele, mais ainda confiemos em Deus. Assim sendo, segundo as palavras do Incomparável Messias, renunciemos a nós mesmos, tomemos a nossa cruz e sigamo-lo.

Procuremos, assim, conduzir-nos com equilíbrio em todos os momentos da

existência terrena para que, no instante da morte, estejamos devidamente

preparados para a sobrevivência plena que nos aguarda.
Acalmando-nos, aguardemos o reencontro com os que nos antecederam na

viagem de retorno ao mundo verdadeiro – o dos Espíritos. O ser amado vive e
nos espera, com certeza.
Caso façamos silêncio interior, ouvi-lo-emos com palavras dúlcidas de
esperança e consolo para que prossigamos em nossos afazeres até o instante
final da libertação.

Se porventura algum temor nos acicata com ameaças a respeito da
desencarnação, nada melhor e salutar do que recordarmos de que diariamente vivemos uma forma de morte quando adormecemos.

“Ama os que morreram, mas vivem, preparando-te, por tua vez, para
viveres depois que morras”- diz Joanna de Ângelis.

Vivamos, pois, felizes, amando a vida, o que fazemos, e esperemos, sem
temor algum, o momento fatal da nossa desencarnação, confortando-nos com os conhecimentos oferecidos pelo espiritismo.


Adésio Alves Machado 

sábado, 18 de outubro de 2014

                                                 A culpa é do “R”  

A notícia entrou-me pelo computador: 

não queria acreditar no que estava a ler!

 Esfreguei os olhos e voltei a ler! 

Afinal era verdade! 

Não, não pode ser, é estupidez a mais! Mas, não, estava lá tudo escarrapachado:

 “Menino dispara arma que recebeu no dia de aniversário e mata a própria irmã!!!

A notícia vinha na página http://www.ptjornal.com/2013050215802, e, no essencial, o que aconteceu foi o seguinte:

 “O caso ocorreu no Kentucky (EUA):

um menino de 5 anos matou, acidentalmente, a própria irmã, de 2 anos.

 A menina foi vítima de um disparo, enquanto as crianças brincavam em casa. 

A arma, uma versão para crianças de uma espingarda, tinha sido um presente de aniversário. 

A polícia está a investigar esta morte”.

Todos nós verberamos a violência, todos somos pacifistas, todos somos contra as guerras, mas, no nosso dia-a-dia somos os autores dessa mesma violência que ora vive latente no nosso imo à espera de um despoletador para sair, seja como uma agressão mental, verbal ou física, ora se desdobra em atitudes lamentáveis quando somos confrontados com a frustração ou com a oposição dos nossos ideais.

Desconhecendo que somos seres imortais, temporariamente num corpo carnal, em busca da perfeição intelectual e espiritual ao longo das múltiplas reencarnações, o homem jaz aprisionado aos seus conceitos imediatistas e materialistas, impregnado num egoísmo feroz, na vaidade, no orgulho, que são em essência a causa de todos os males na Terra.

Com a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) comprovou-se a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, o que, aliado à existência de Deus e à pluralidade dos mundos habitados, nos dá um roteiro seguro para que possamos entender a Vida nos seus pormenores mais escondidos, explicando-nos quem somos, de onde viemos, para onde vamos e o por que das dessemelhanças de oportunidades nesta existência carnal. 

A dor far-nos-á abrir os olhos, se não optarmos pelo caminho
do Amor: 

é um imperativo da evolução

Aprendemos com o Espiritismo que existe uma Lei de Causa e Efeito, onde, como já ensinara Jesus de Nazaré, a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Nesse sentido, ficamos a meditar como os EUA repararão as milhões de mortes que provocam pelo mundo afora, em guerras interesseiras…

Ficamos a meditar na tristeza de um país onde ainda existe a pena de morte, desconhecendo que o Espírito, expulso violentamente pela sociedade através da pena de morte, continua a interagir com essa mesma sociedade, agora no mundo espiritual, voltando certamente a reencarnar no mesmo meio (agora ainda mais violento), até que essa sociedade o eduque.

Somos borboletas que pretendem evoluir, batendo compassadamente as asas da intelectualidade e da espiritualidade. 
Neste momento que vivemos, apenas batemos a asa da intelectualidade, e, esquecidos da espiritualidade, perdemos o Norte de Deus, e, em vez de voar de forma reta, andamos às voltas, como uns tontos, em busca de um rumo.

A dor far-nos-á abrir os olhos se não optarmos pelo caminho do Amor.
É um imperativo da evolução!

Há tempos, ouvindo uma conferência do ilustre espírita Divaldo Pereira Franco, este mencionava, em tom de brincadeira, que Jesus de Nazaré ensinou-nos o 
Amai-vos uns aos outros”, mas, nós, seres primitivos, espiritualmente falando, alteramos a frase para

 “Armai-vos uns aos outros”.

Se a situação não fosse trágica, até seria engraçada e poderíamos dizer que, afinal…, a culpa é do “R”!



JOSÉ LUCAS – O Consolador

terça-feira, 14 de outubro de 2014

                                                 Brasil da Paz
                                           Lutar sim, ferir nunca 

Como todos os ensinamentos trazidos ao orbe terrestre por Jesus estavam deturpados e esquecidos, fazia-se necessário procurar outras terras, onde Espíritos jovens e simples aguardavam a semente de um novo pensamento cristão, baseado na fraternidade e na liberdade.

E neste abençoado continente americano, foi escolhido o novo coração do mundo. 

De acordo com o roteiro traçado por Jesus, em abril de 1500 o Brasil era finalmente revelado ao mundo, para se tornar a nova pátria do pensamento cristão.

Além de ser designado pelo Mestre como o zelador dos patrimônios imortais que constituem a Terra do Cruzeiro, teve a missão de reunir as “três raças tristes”: os sedentos de justiça divina (os degredados), os simples de coração (índios) e os aflitos (escravos), para a formação da alma coletiva de um povo bem-aventurado por sua mansidão e fraternidade.

Nossa independência foi encaminhada pela Espiritualidade – avessa à violência, e ocorre sem conflitos, guerras ou derramamento de sangue, malgrado o trágico fim de Tiradentes (única vida perdida, e cujo martírio na forca ocorreu há 220 anos, em 21 de abril de 1792).

O ano de 1840 marca o início de vários  serviços de beneficência da medicina homeopática no Brasil, através de dois médicos portugueses recém-chegados, que iniciaram a aplicação de passes magnéticos como auxílio imediato das curas.

A eclosão dos fenômenos espíritas não passou despercebida no Brasil, em especial o das mesas girantes, que era a grande sensação dos salões da Europa e da América (1850). 

Portanto, em 18 de abril de 1857, quando Allan Kardec lança em Paris, França, a primeira edição de O Livro dos Espíritos, com 501 questões (a segunda e definitiva edição ocorreria em 16 de março de 1860, com 1.019 questões), o Brasil já apresentava condições favoráveis ao entendimento, estudo e divulgação das suas relações com o mundo espiritual, além de desenvolver, completar e explicar os ensinamentos de Jesus.

A marcha evolutiva prossegue com o movimento de libertação dos escravos. De forma pacífica (bem diferente do movimento ocorrido nos Estados Unidos, com 600 mortos), a Princesa Isabel decreta a Lei do Ventre Livre em 1871 e a Lei Áurea, proibindo qualquer tipo de escravidão. Neste dia 13 de maio de 1888, uma multidão de Espíritos deixou o Plano Espiritual para participar das grandiosas solenidades da Abolição.

O lema Ordem e Progresso, inspirado pelo Plano Superior para constar na nossa bandeira, sinaliza claramente uma diretriz a todos nós brasileiros. 

A ordem é necessária, porque ordem é a disciplina em torno  de situações, pessoas e  coisas. 

É também comprometimento, devotamento, eficiência, humildade. Afinal de contas, a disciplina não é a melhor maneira de educar-nos e dignificar os nossos sentimentos?

O progresso é lei natural. 

E “consiste, principalmente, no melhoramento moral, na depuração do Espírito, na extirpação dos maus germens existentes em nós. 

Este é o verdadeiro progresso, o único que assegura a felicidade da Humanidade, porque é a negação do mal”. (Allan Kardec, Obras Póstumas – Credo Espírita).

Vivenciar o Espiritismo é agir com devotamento e abnegação na busca do bem comum, incentivando novos hábitos e novos comportamentos, contribuindo para o progresso permanente do indivíduo, da coletividade, da sociedade e de toda a Humanidade.

O Brasil, trazendo em seus contornos a forma geográfica de um coração, é a Terra Prometida, a Pátria do Evangelho Restaurada, é o seio do povo nobre e trabalhador do Ocidente, em cujo solo todos aprenderão a lei da fraternidade universal, que unirá todos os Espíritos.

Estará sempre amparado pela bandeira de Ismael: “Deus, Cristo e Caridade”, onde os homens se irmanarão em todas as atividades, sem apego aos bens perecíveis e exclusivos, onde o trabalho será de todos para todos, com tempo destinado ao labor, ao estudo, ao culto, ao repouso, ao lazer, e onde todos os Espíritos se filiarão às hostes do Cordeiro, preparando-se para os momentos de ascensão à condição de Espírito livre, evangelizado, SERVIDORhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png do Cristo, exemplificando o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Como Espíritos renovados, viveremos uma vida maior, e pelo progresso espiritual buscaremos a perfeição, subindo para Deus.



ALTAMIRANDO CARNEIRO - o CONSOLADOR

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

                                 SIT - NOVA DOENÇA SOCIAL


Numa breve viagem efetuada em serviço profissional, não pude deixar de constatar o mundo que me rodeia, desde o embarque no avião, a viagem, o desembarque, enfim, as múltiplas ações e reações das pessoas na sua interação social.

Confesso que fiquei preocupado ao aperceber-me de uma nova doença que afeta a sociedade ocidental:

chama-se SIT.

Curiosamente, ao ler "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, verdadeira pérola da literatura mundial, onde está confinada a parte filosófica da Doutrina Espírita (que não é mais uma religião nem mais uma seita, mas sim ciência, filosofia e moral), no seu capítulo VII, intitulado "Lei de Sociedade", podemos encontrar questões interessantes:

766. A vida social está na Natureza?

“Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.”

767. É contrário à lei da Natureza o isolamento absoluto?

“Sem dúvida, pois que por instinto os homens buscam a sociedade e todos devem concorrer para o progresso, auxiliando-se mutuamente.”

768. Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objetivo de ordem mais geral?

“O homem tem que progredir. Isolado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. 

Falta-lhe o contato com os outros homens. No isolamento, ele se embrutece e estiola.”

“Homem nenhum possui faculdades completas.

 Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. 

Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não isolados."

O ser humano, estimulando a sua inteligência, vai criando e modificando a matéria e o mundo material, tornando-o mais agradável para a sua vida no quotidiano, que, por sua vez, se torna mais confortável e mais feliz.

“O homem tem que progredir. Isolado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. 

Falta-lhe o contacto com os outros homens. No isolamento, ele se embrutece e estiola.” (Allan Kardec)

Vemos, ao longo destes últimos 100 anos, um incremento fantástico ao nível tecnológico, contribuindo sobremaneira para uma maior e melhor qualidade de vida do ser humano. 

Curiosamente, esta tecnologia, ao invés de contribuir para uma partilha saudável de vivências entre os seres humanos, tem contribuído para um uso desajustado, levando-o ao isolamento.

Paradoxalmente, nestes tempos que deveriam ser de alegria, face ao incremento da tecnologia, a sociedade sofre de grave doença mortal, a solidão, mesmo quando rodeados de uma imensidão de pessoas.

Naquele avião potente, com 200 pessoas a bordo, meditava fascinado no avanço da tecnologia, naquele grande pássaro de ferro rasgando o ar, tranquilamente, e verificava com alguma tristeza que, naquela hora e meia de viagem, as 200 pessoas iam, cada uma delas, imersas no seu mundo (com auriculares ouvindo música ou outra coisa qualquer, com computadores trabalhando ou jogando, agarrados interminavelmente aos seus telemóveis e/ou agendas eletrônicas, dormindo ou descansando de olhos fechados), ao invés de aproveitarem o tempo para conversarem, fazer novos conhecimentos, trocar ideias, partilhar opiniões, enfim, sociabilizarem-se.

Foi aí que me apercebi da grave doença, que se vai instalando silenciosamente, que nos afeta nos dias de hoje: 

a "SIT" (Solidão, Isolamento e Tecnologia).


Se as novas tecnologias são uma bênção para a humanidade, o seu uso deve ser efetuado com parcimônia, de modo a que o rumo orientador de sociabilização apontado em "O Livro dos Espíritos", nos itens acima referidos, não venha a ser posto em causa por este flagelo que associa a tecnologia ao isolamento e à solidão do ser humano. 

José Lucas - O consolador

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

                                 A educação sexual na era moderna 

Diante da problemática do sexo nos dias atuais, surge uma pergunta: como educar os filhos, preparando-os, neste aspecto, para enfrentar o mundo de hoje? 

A resposta, fomos buscar no livro A Vida em Família, de Rodolfo Calligaris. 

Diz ele, no capítulo intitulado “A Educação Sexual”, que a mesma, como parte que é da educação integral, deve começar do berço, a partir do momento em que a criança começa a investigar o próprio corpo e, descobrindo os seus órgãos genitais, põe-se a tocá-los com as mãos.
Esta descoberta, diz Calligaris, deve ser encarada pelos pais com a maior naturalidade.

 Nada de dizer à criança:
 “Isso é feio!” Nada de ameaças, nada de castigos.

Esta descoberta começa quando, pelos três anos, o menino e a menina notam que existe uma diferença entre ambos e passam a fazer indagações, diga-se de passagem, com inocência e pureza.

 O que devemos fazer, então? 

 Respondendo, simplesmente, que o menino, como homem, tem o jeito do pai e a menina, como mulher, se parece com a mãe.

Nesta idade, tanto os meninos como as meninas já podem saber que os bebês nascem das barrigas das mães. 

Já podem também denominar os seus órgãos sexuais por palavras decentes, não depreciativas. 

Tais esclarecimentos, que geralmente são dados pelas mães, podem ser também dados pelos pais, caso a ele a criança se dirija primeiro. Já na adolescência, recomenda-se que o pai dê a orientação ao menino e a mãe, à menina. 

Tais esclarecimentos devem ser proporcionais ao grau de desenvolvimento da criança. 

Recomenda-se que se espere pelas perguntas, para depois esclarecer os assuntos.
 Nenhuma pergunta deve ser recebida com escândalo. Quanto mais tranquilas e esclarecedoras as respostas, mais os pais terão a confiança dos filhos, mais demonstram, a eles, que estão suficientemente maduros.

Ambiente familiar – 

O ambiente familiar é de suma importância, pois quanto mais a criança sente-se amada pelos pais e esteja acostumada a conversar com eles, mais perguntas fará, espontaneamente. 

Consequentemente, quando chegar à fase da adolescência, o sexo deixará de ser curiosidade, para transformar-se em motivos de discussões sérias. 

Não será, nunca, um assunto tabu.

 Entenda-se que se os pais são daqueles que acham que nada devem dizer aos filhos a respeito, “para não destruir-lhes a ingenuidade”, os filhos buscarão as respostas através de outros meios, que lhes transmitirão, geralmente, informações deturpadas.

A educação sexual não consiste em combater e reprimir um instinto natural, erroneamente classificado como vergonhoso e diabólico. Consiste, isto sim, em  proporcionar aos filhos a evolução, amparando-os e guiando-os nas diversas fases de seu desenvolvimento, para que atinjam a maturidade de maneira sadia, sem o perigo da libertinagem.

 Infelizmente, certos pais, julgando-se “pra frente”, dão informações sobre o sexo aos seus filhos não adequadas ao grau de maturidade dos mesmos. 

Lembre-se de que dissemos que as informações devem ser proporcionais ao grau de desenvolvimento da criança, favorecendo-lhe, inclusive, a leitura de toda a sorte de publicações a respeito. O mais importante em educação sexual, no entanto, não é informar, mas FORMAR.

A informação é necessária porque previne os riscos da ignorância. Assim, em matéria de sexo, é preferível que se dê uma informação correta, porque previne os riscos da ignorância. 

A formação, porém, é de maior relevância, ante toda a problemática do sexo nos dias atuais. Rodolfo Calligaris usa um termo bem apropriado para designar toda essa problemática de hoje, no que diz respeito às questões sexuais: o barateamento do sexo, com que se defrontam os jovens de hoje.

Escolas de Jesus – Calligaris diz que o cinema, a televisão, os jornais e as agências de publicidade estão, todos, mancomunados, num desrespeito total à máquina perfeita, que é o corpo humano. 

Assim, exploram sem cerimônia a mulher, servindo-a como mercadoria barata, para satisfazer a uma clientela ávida de erotismo. 

Compreende-se, pois, porque a educação dada nos moldes a que nos referimos contribuirá para que, chegados à idade adulta, os filhos entendam que ser livre não é ser irresponsável. 

Não é fazer bem o que se entende, mas ter o dom de dominar os instintos, pela razão.

Emmanuel, no livro O Consolador, psicografado por Francisco Cândido Xavier, diz:

 “Os pais são os mestres da educação sexual de seus filhos, indicados naturalmente para essa tarefa, até que o orbe possua, por toda parte, as verdadeiras escolas de Jesus, onde a mulher, em qualquer estado civil, se integre na divina missão da maternidade espiritual de seus pequenos tutelados e onde o homem, convocado ao labor educativo, se transforme num centro paternal de amor e amoroso respeito para com os seus discípulos”.

Na época em que vivemos, quando a sensualidade se faz presente em tudo o que nos rodeia, reconhece Rodolfo Calligaris que é muito difícil conseguir dos filhos o comportamento referido neste texto. 

Mas ele acredita que seja possível obter resultados satisfatórios, desde que se coloquem em prática algumas técnicas formativas, tais como:

 1) Cultivar-lhes a força de vontade; 

2) Fortalecer-lhes a capacidade de esperar;

3) Treiná-los na responsabilidade;

 4) Mantê-los em intensa e variada atividade;

 5) Incutir-lhes noções de higiene mental:

 6) Motivar-lhes o ideal de pureza; 

7) Desenvolver-lhes a capacidade de doação:

 8) Ensinar-lhes o domínio do instinto sexual:

 9) Oferecer-lhes um clima acolhedor; 

10) Dar-lhes o exemplo de uma vida conjugal baseada no verdadeiro amor.   


ALTAMIRANDO CARNEIRO - O consolador