kardec - o educador

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sábado, 30 de março de 2013


                                              CUIDE D0 SEU FALAR



Antes de Falar...  Escute...
Antes de Escrever... Pense...
Antes de Gastar...  Ganhe...
Antes de Julgar...  Espere...
Antes de Orar...  Peça Perdão...e também Perdoe...
Antes de Desistir... Tente...

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.
Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho (o caluniador).

No tribunal, o caluniador disse ao juiz
- Comentários não causam tanto mal...
e o Juiz respondeu:

- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença...!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem...!
- Não posso fazer isso, meritíssimo...! respondeu o homem
- O vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão...!

Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado...
e, continuou:

- Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada...

SEJAMOS SENHORES DE NOSSA LINGUA,  PARA NÃO SERMOS,
ESCRAVOS DE NOSSAS PALAVRAS !...
NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É...
E, OUTRAS QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO. ACOSTUME-SE !...
QUEM AMA NÃO VÊ DEFEITOS... QUEM ODEIA NÃO VÊ QUALIDADES...
E, QUEM É AMIGO... VÊ AS DUAS COISAS !...

Preste Atenção em seus PENSAMENTOS,
pois eles se tornarão PALAVRAS.
Preste Atenção em suas PALAVRAS,
pois elas se tornarão ATOS.
Preste Atenção em seus ATOS,
pois eles se tornarão HÁBITOS.
Preste Atenção em seus HÁBITOS,
pois eles moldarão seu CARÁTER.
Preste Atenção em seu CARÁTER,
pois ele determinará seu DESTINO...!
Mesmo que haja contrariedades ou adversidades, lute...
Supere tudo, e ...Tenha um BOM DIA
com muita Saúde e Deus no Coração !!!

Abraços de Paz...


terça-feira, 26 de março de 2013

                      VISÃO ESPÍRITA DA PÁSCOA
                 
Encontramo-nos, mais uma vez, na época da Páscoa. Páscoa é uma palavra hebraica que significa "libertação". Com o êxodo, a Páscoa hebraica significa a lembrança perene da libertação do povo hebreu da escravidão do Egipto, por Moisés.

Como cristãos, somos levados ao longínquo passado ao recordar a passagem de Jesus pela terra, a sua mensagem de perdão aos inimigos e de amor à humanidade inteira. Esta época tem para os espíritas um significado muito especial, pois lembra-nos que Jesus, vencendo a morte, nos transmitiu um ensinamento fundamental: o de que a vida continua para além do corpo físico, pois ele fez questão de aparecer aos apóstolos e a Maria de Magdala, após o sepultamento.

Mas, aqui existe diferença substancial entre as religiões cristãs e o espiritismo – a crença na ressurreição de Jesus.

Para nós, espírita, Jesus ressurgiu no seu corpo perispirítico ou espiritual e não com o corpo físico, esse já em decomposição, com danos irreversíveis no cérebro ao fim de pouco tempo, de acordo com a ciência.

As Igrejas cristãs continuam defendendo a ideia de que o Cristo subiu aos Céus em corpo e alma, e de que o mesmo sucederá a todos os “eleitos” no chamado juízo final”.

A doutrina espírita, defensora da lógica e do bom-senso refuta essa teoria, pela impossibilidade física de seres que já faleceram ao longo dos séculos terem os respectivos corpos reconstituídos nas suas estruturas orgânicas no dia do juízo final.


 Poder-se-ia argumentar que a Deus nada é impossível, mas porque iria Ele derrogar as suas próprias leis naturais, recorrendo a milagres?! 

Para mostrar o Seu poder aos homens? 

Mas Deus apenas é. Nada precisa de provar.

Simultaneamente, tal ideia é contra qualquer noção de justiça e de moral, pois mais justa será sempre a concessão ao homem duma nova oportunidade de renascimento, tantas vezes quantas as necessárias, de modo a que este tenha a possibilidade de corrigir os erros cometidos e de evoluir no aprendizado intelecto-moral, de modo a alcançar novos patamares de crescimento, rumo à perfeição.

É pela lei dos renascimentos,
que o homem se aproxima de Deus: ao nascer de novo, criam-se as condições de igualdade de oportunidades para todos os espíritos e cumprem-se as palavras de Jesus: em verdade vos digo que ninguém verá a luz dos céus, se não nascer de novo”.

Outro aspecto que desde sempre nos foi transmitido pela religião judaico-cristã tradicional é a noção da culpa. Jesus sofreu o processo da crucificação para nos “salvar” dos nossos pecados, cometidos desde Adão e Eva. 


comemora-se com procissão na Sexta-Feira Santa, simulacro que nos assusta desde tenra idade, do enterro de Jesus, realizada à noite, com todo o aparato e negrume necessários à manutenção da nossa culpa”.

Para os espíritas, que não possuem rituais, nem proibições de comidas ou de trabalho, a Páscoa é a época de lembrar mais uma vez a necessidade da libertação do homem velho”, no dizer de Celso Martins para que, refletindo no exemplo de Jesus, possa nascer oHomem Novo”.

Em vez de nos agarrarmos às exterioridades das celebrações pascais, aproveitemos esta época para tentarmos mudar alguns dos nossos hábitos, ser menos egoístas, mais caridosos e amigos com todos os que nos rodeiam. Essa a verdadeira mensagem que Jesus nos deixou e a certeza de que estará sempre ao nosso lado cuidando do nosso orbe e de cada um de nós, auxiliando-nos no reerguimento, após cada uma de nossas quedas.

Comemore, então, meu amigo, uma
outra Páscoa. Não a do chocolate ou a do sofrimento, mas a sua Páscoa, a da sua “libertação”, refletindo na sua transformação interior, a Páscoa da valorização da própria vida na certeza da imortalidade.


sábado, 23 de março de 2013





                                          OBSERVE SEU CAMINHAR

É muito provável que você nunca tenha observado seu caminhar. É algo tão comum na sua vida que nunca mereceu sua atenção.

Ah! Como as minhocas, as cobras e outros seres rastejantes invejam seu caminhar.

Você não precisa nem mesmo pensar em caminhar, você simplesmente caminha. Você nunca precisou pensar em como fazê-lo, “vou mexer esta perna, depois a outra”. Não, é algo mágico. Você simplesmente sente vontade de fazê-lo e o faz.

Quando estiver caminhando, medite um pouco sobre esta dádiva e talvez seja levado a pensar sobre outras coisas aparentemente tão pequenas, que quase nunca damos importância, mas que são fundamentais, imprescindíveis, ao nosso bem-estar.

Pergunte àquele que não pode andar o quanto ele pagaria para obter o que nós temos de graça e não sabemos ainda valorizar.

Encha-se de alegria ao pensar nisto, sinta-se grato por ter tanto a agradecer e verá que as dificuldades do dia-a-dia se tornarão bem mais leves. Tiraremos de “letra” as chateações de fatos e pessoas.

Ah! Que maravilha que é poder caminhar, ir e vir, para lá e para cá. Instrumentos de nossa liberdade, locomoção, são o que são nossas pernas. Instrumentos os quais nós devemos louvar.

Se olharmos a fundo a grandeza da coisa, entenderemos sem fanatismo que tudo isto é sagrado. Tudo isto é mágico, é só imaginar o contrário.

É só nos imaginarmos sem pernas, presos, sem poder caminhar.

Mesmo que o carro que queremos e devemos trabalhar para obter ainda esteja distante, mesmo que as dificuldades ao nosso redor sejam grandes, lembremos destas Dádivas, e vamos, no mínimo, calar nossas lamúrias.

Mas se já conseguirmos enxergar, entender a magia da vida, como ela é bela e rica em nos acariciar com sua grandeza, muito mais fácil e prazerosa nossa jornada se tornará.

    Rodnei Moura - O Consolador

segunda-feira, 18 de março de 2013


Francisco de Assis, 
o amor em ação

Algumas fontes mediúnicas fazem menção de ter sido Francisco, em pretérita reencarnação, o apóstolo João Evangelista, que realmente, já naquela época, possuía o poder de amar 
Nasceu em Assis, Itália, em 26 de setembro de 1181, e desencarnou em 1226. 
Foi canonizado em 1228, dois anos após a sua morte, quando passou a ser considerado santo. 
Foi proclamado, em 1979, Santo Patrono dos Ecologistas, devido o fato de ter sido um grande admirador da natureza e pelo intenso e devotado amor aos animais. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as estrelas.  Era alegre, terno, simples, amoroso, criatura de paz e de bem, auferindo estima, consideração e simpatia. Amava intensamente a Jesus e sua mãe Maria. Em 4 de outubro é comemorado o seu dia.  

Ainda jovem, penetrando em um templo católico, em ruínas, olhando para a imagem de Jesus, no altar, ouviu o mesmo dizer-lhe: -"Francisco, restaura minha casa decadente”. 
Tomando no sentido literal as palavras, iniciou um trabalho de reforma da pequena igreja, não assimilando, no momento, a transcendental mensagem profética do Cristo, a qual se referia ao estado lamentável em que se encontrava o cristianismo (”minha casa”), completamente distanciado do evangelho redentor, base primícia do vero cristianismo de Jesus. 
Em verdade, a decadência religiosa é observada sempre que o amor por excelência é desprezado em troca dos valores materiais. 
Francisco, denominado de “Il Poverello” (“O Pobrezinho”), foi homem simples e humilde, assim como o Cristo, a quem amava ardentemente.
 Foi um verdadeiro cristão, preocupado com o seu semelhante, totalmente dissociado do poder da vaidade e do orgulho. Recusava posses e, mesmo obrando no catolicismo, exonerou as ordens eclesiásticas e promoções sacras, nunca se tornando sacerdote. 
A restauração que o Mestre deseja é realizada em nosso interior, vivenciando a prática religiosa, sob a égide dos ensinamentos evangélicos,   sabendo  que  a   paz
espiritual (”salvação”) é conquistada, através do exercício diuturno do amor e da fraternidade, sem a preocupação de auferir vantagens pessoais. No cristianismo do Cristo, personificado por Francisco, não pode haver interesses de ordem financeira, “dando de graça o que de graça recebeste”
No cristianismo dos homens predomina o poder temporal, a exuberância dos templos religiosos e dos rituais, o mercantilismo, recriminado por Jesus, clamando que não fizessem da Casa do Pai um covil de ladrões (Mateus 21: 12-13), o dogmatismo, malbaratando a verdade que liberta e restringindo a essência espiritual a conceitos humanos superados. 
Francisco, dentre as três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, ressaltou a caridade como a mais excelente 
“Il Poverello” praticou em todos os momentos o Evangelho do Mestre, dando de comer aos famintos, saciando os que tinham sede, hospedando os forasteiros, vestindo os nus, visitando os doentes e os presos (Mateus 25: 36). Vivenciou o amor em plenitude, obedecendo ao maior mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, sabendo que toda a lei e os profetas estão contidos nesse mandamento (Mateus 22: 36-40).
  
Francisco, dentre as três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, ressaltou a caridade como a mais excelente, ratificando o ensino de Paulo (1ª Carta aos Coríntios, 13: 13). Ninguém como ele, realmente testificou que “fora da caridade não há salvação” (“OESE”, nº15: 8).
Mesmo sem ser religioso, foi outorgado por Jesus como salvo, merecendo a denominação de verdadeiro cristão, porque pela ação da vontade fez o bem.  
O “Santo de Assis”, de acordo com o Sermão do Monte (Mateus 5: 1-12), como pobre em espírito, tornou-se possuidor do Reino dos Céus; consolou os aflitos de todos os matizes; manso por excelência, com capacidade ampla de herdar a Terra; satisfeito por ter fome e sede de justiça; feliz por ser misericordioso, puro de coração e promovedor da paz. 
Todos os insultos recebidos, as calúnias arremessadas e as perseguições sofridas, por causa do trabalho com o Mestre, faziam dele um autêntico cristão, merecendo a devida recompensa na dimensão espiritual.  
Algumas fontes mediúnicas fazem menção de ter sido Francisco, em pretérita reencarnação, o apóstolo João Evangelista.
 Realmente, naquela época, já possuía o poder de amar em exuberância, daí ter sido denominado “discípulo amado”, já que o Cristo amava a todos sem distinção. O que fazia a diferença era o fato de João ter sido o mais evoluído dos discípulos.
O evangelista esteve presente em todos os acontecimentos importantes relacionados ao Mestre, inclusive no momento crucial da crucificação. Na última ceia, ficou assentado ao lado do Cristo, em posição privilegiada (em seus últimos momentos na carne, Francisco pediu para lerem os textos evangélicos correspondentes à Última Ceia).  
Francisco de Assis, como João Evangelista, foi um dos excelsos benfeitores espirituais da codificação  
Foi responsável pela vida de Maria, após a desencarnação de Jesus (esse pormenor talvez elucide a adoração extrema de Francisco de Assis à mãe do Mestre, com quem viveu momentos muito difíceis, vivendo a personalidade do evangelista junto à crucificação).  
Quando era necessário o concurso mediúnico, o Cristo o convocava junto com Pedro e Tiago (o santo de Assis era portador de diversos dons mediúnicos). 

Participou ativamente do colégio apostólico, sendo o último a morrer. Cinco dos livros do Novo Testamento foram de sua lavra: o Quarto Evangelho, três epístolas e o Apocalipse. 
Segundo o próprio João, Jesus afirmara que o evangelista estaria vivo, isto é, atuante, na época da volta ostensiva do Cristo à humanidade, o que não aconteceria com os outros discípulos (João 21:21-23).  

Realmente, o Consolador Prometido (Codificação Espírita), surgindo na França, recebeu a bênção de ter como um dos seus maiores instrutores, exatamente, João Evangelista. 
O nome de batismo de Francisco era Giovanni di Pietro Bernardone (João Bernardone). Portanto, recebeu de sua mãe, agindo por intuição, o nome de João, o qual, posteriormente, foi substituído pelo pai por Francisco, em homenagem à França. Em Assis, o menino ficou conhecido como Francisco, ou seja, o "pequeno francês". 
Francisco de Assis, tendo sido João Evangelista, foi um dos excelsos benfeitores espirituais da codificação, sistematizada por Allan Kardec, e deixou-nos algumas mensagens bem profundas, como a publicada na Revista Espírita de dezembro de 1864 (Sessão Comemorativa na Sociedade de Paris): (...) “O amor é a lei do Espiritismo; ele dilata o coração e faz amar ativamente aqueles que desaparecem na vaga penumbra do túmulo. O Espiritismo não é um som vão, caído dos lábios mortais e que um sopro leva; é a lei forte e severa que proclamou Moisés no Monte Sinai, a lei que afirmaram os mártires ébrios de esperança, a lei que discutiram os filósofos inquietos, e que, enfim, os Espíritos vêm proclamar. 

Espíritas! O grande nome de Jesus deve flutuar, como uma bandeira, acima de vossos ensinamentos. Antes que fôsseis, o Salvador trazia a revelação em seu seio, e a sua palavra, prudentemente medida, indicou cada uma das etapas que percorrereis hoje. 
Os mistérios desabaram ao sopro profético que abala as vossas inteligências, como outrora as muralhas de Jericó”.  
A Oração da Paz, conhecida internacionalmente e atribuída a Francisco de Assis, é de origem desconhecida 
Na Revista Espírita de 1863, o apóstolo João enfatiza que “chegou a hora em que o Espiritismo deve rejuvenescer e vivificar a própria essência do Cristianismo”. Assim ele procedeu, quando vivenciou a personalidade firme e resoluta de Francisco de Assis. 
A Oração da Paz, conhecida internacionalmente, foi atribuída a Francisco de Assis. 
Contudo, sua origem é desconhecida, tendo sido escrita, primeiramente, em 1912, em um boletim espiritual publicado em Paris. Depois, em 1916, em Roma, surgiu uma folha, trazendo estampadas a oração e uma imagem do santo.
 Embora a obra capte o espírito do santo e o seu texto pareça ser dele, não foi encontrada nos seus pertences e não é de sua autoria. 
Sendo, portanto, anônima, acreditamos que sua fonte é espiritual, tendo sido composta, por via mediúnica, por ele próprio ou por um de seus seguidores
.
Francisco de Assis, através da mediunidade de Chico Xavier, deixou a seguinte mensagem, em 17 de agosto de 1951, em Pedro Leopoldo, MG.: (...) “O calvário do Mestre não se constituía tão-somente de se­cura e aspereza... Do monte pedregoso e triste jorravam fontes de água viva que dessedentaram a alma dos séculos. 
E as flores que desabrocharam no entendimento do ladrão e na angústia das mulheres de Jerusalém atravessaram o tempo, transformando-se em frutos abençoados de alegria no celeiro das nações. 
Colhe as rosas do caminho no espinheiro dos testemunhos...
 Entesoura as moedas invisíveis do amor no templo do coração!... Retempera o ânimo varonil, em contato com o rocio divino da gratidão e da bondade!... Entretanto, não te detenhas. Caminha!... É necessário ascender. 
Indispensável o roteiro da elevação, com o sacrifício pessoal por norma de todos os instantes. 
Lembra-te, Ele era sozinho! Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Mas erguido, em plena solidão, no madeiro doloroso por devotamento à humanidade, converteu-se em Eterna Ressurreição. 
Não tomes outra diretriz senão a de sempre. Descer, auxiliando, para subir com a exaltação do Senhor. Dar tudo para receber com abundância. 
Nada pedir para nosso EU exclusivista, a fim de que possamos encontrar o glorioso NÓS da vida imortal. Ser a concórdia para a separação. Ser luz para as sombras, fraternidade para a destruição, ternura para o ódio, humildade para o orgulho, bênção para a maldição... 
Ama sempre. É pela graça do amor que o Mestre persiste conosco, mendigos dos milênios, derramando a claridade sublime do perdão celeste onde criamos o inferno do mal e do sofrimento.” 
O Evangelho é o nosso Código Eterno e Jesus é
o nosso Mestre imperecível 
“Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta. A voz Dele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que as tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo. 
O rebanho aflito e atormentado clama por refúgio e segurança. Que será da antiga Jerusalém humana sem o bordão providencial do pastor que espreita os movimentos do céu para a defesa do aprisco?  
É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados. A inteligência sem amor é o gênio infernal que arrasta os povos de agora às correntes escuras e terrificantes do abismo. 

O cérebro sublimado não encontra socorro no coração embrutecido. 
A cultura transviada da época em que jornadeamos, relegada à aflição, ameaça todos os serviços da Boa Nova, em seus mais íntimos fundamentos. Pavorosas ruínas fumegarão, por certo, sobre os palácios faustosos da humana grandeza, carente de humildade, e o vento frio da desilusão soprará, de rijo, sobre os castelos mortos da dominação que, desvairada, se exibe, sem cogitar dos interesses imperecíveis e supremos do espírito. 
É imprescindível a ascensão. A luz verdadeira procede do mais alto e só aquele que se instala no plano superior, ainda mesmo coberto de chagas e roído de vermes, pode, com razão, aclarar a senda redentora que as gerações enganadas esqueceram. 
Refaze as energias exauridas e volta ao lar de nossa comunhão e de nossos pensamentos.
 O trabalhador fiel persevera na luta santificante até o fim.
 O farol do oceano irado é sempre uma estrela em solidão. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou.  

Avança... Avancemos... 

Cristo em nós, conosco, por nós e em nosso favor, e o Cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do Terceiro Milênio.  
Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão. 
Não exijamos esclarecimentos. Procuremos servir. Cabe-nos apenas obedecer até que a glória Dele se entronize para sempre na alma flagelada do mundo. 
Segue, pois, o amargurado caminho da paixão pelo bem divino, confiando-te ao suor incessante pela vitória final.  
O Evangelho é o nosso Código Eterno. Jesus é o nosso Mestre Imperecível. Subamos, em companhia Dele, no trilho duro e áspero. 
Agora é ainda a noite que se rasga em trovões e sombras, amedrontando, vergastando, torturando, destruindo...  
Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar.” 


 o cnsolador 128 - Américo Domingos Nunes Filho

quinta-feira, 14 de março de 2013


As novas formações
familiares

Há cerca de 20 anos, ocorreu numa casa espírita fluminense o seguinte episódio: um expositor fazia uma palestra sobre família. 

Em dado momento, ele disse que se há só a mãe e o filho, não é uma família. 

Faltava um elemento: o pai. Por isso, mãe e filho não bastavam para formar uma família. 

No momento em que ele dizia isso, uma moça, mãe solteira que ia a um centro espírita pela primeira vez, entrava para assistir à palestra e ficou em pé, olhando para ele, extremamente incomodada com o que ouvira.

E com toda razão. Afinal, ela e o filho, se não eram uma família, seriam o que, então? 

Semanas depois, num treinamento interno, esse e todos os outros expositores foram devidamente orientados a não fazer esse tipo de comentário. 
Afinal, a ausência da figura paterna não desqualifica uma família. O tempo passou, e pesquisas recentes traduzem em dados o que todos já sabem: o perfil da família mudou. 

O educador e expositor espírita Álvaro Chrispino, em um seminário intitulado “O Espírita do século 21”, chama atenção, entre outros tópicos, para a necessidade de o espírita estar cada vez mais preparado para receber famílias comandadas por mães solteiras e pais solteiros, crianças criadas por avós, casais homossexuais que levam uma vida digna e resolveram adotar uma criança... 

Durante muito tempo, nos acostumamos a crer que família são pai, mãe, filhos e demais parentes. 

Quando muitos casais começaram a se separar e outras tantas pessoas (mulheres e homens) optaram por ter filhos sozinhas, pensou-se: – Meu Deus, a família acabou! 

Ledo engano. O conceito de família é que está se ampliando. 

A “Revista O Globo”, de 12 de outubro de 2008, traz, em reportagem de capa, a história do médico Sérgio D’Agostini, um bem-sucedido homem solteiro de 43 anos, morador da Zona Sul carioca. Sérgio adotou um menino recém-nascido, filho de uma moradora de rua, portador de várias doenças herdadas dos pais. 

Em três tempos, pôs a vida do garoto em dia, mas pôs a sua de cabeça para baixo e descobriu a saudável rotina de ser pai solteiro. 

A reportagem cita, ainda, que já havia 80 homens solteiros na fila da adoção. Homens que têm todo o direito de serem chamados de família quando estiverem cuidando de seus filhos adotivos. 

A pergunta 775, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, diz: “Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?”. 
Resposta: “Um agravamento do egoísmo.” Veja bem, laços de família. 

Há mais de uma forma de dar esse laço firme. 

E achar que só existe um tipo de família (pai, mãe e filhos) e torcer o nariz para quem não se enquadra nesse padrão é contribuir para o agravamento do egoísmo.   

Casamentos entre homem e mulher com nascimento de filhos sempre haverá. E fazemos votos que sejam casamentos felizes. Mas o andar da carruagem humana está mostrando que há outros modelos de família. 

E se há, é porque pessoas que não se enquadram naquilo que se convencionou como padrão querem ser solidárias, dar amor, conduzir uma criança pela vida..

Como fazemos parte da grande família humana, ajudemos para que essas novas formações familiares sejam bem acolhidas na casa espírita. 

Marcelo Teixeira é expositor espírita, dirigente do departamento de divulgação da União Municipal Espírita de Petrópolis (Umep), jornalista e publicitário.

Revista O consolador - 131

terça-feira, 12 de março de 2013




A MEDIUNIDADE RECONHECIDA PELOS PAPAS

Já se sabe que os fenômenos envolvendo a mediunidade não são recentes, mas que têm sido registrados desde os tempos mais antigos da civilização.

A Igreja também reconheceu o fenômeno, e muitos papas estiveram envolvidos em ocorrências mediúnicas.

Em 18 de Abril de 2005, ocorreu a eleição de Joseph Ratzinger (1927), o novo papa da Igreja Católica Apostólica Romana, que adaptou o nome Bento XVI, em substituição a Karol Wojtyla (1920-2005),  chamado papa João Paulo II.

Aproveitaremos a oportunidade para destacar a mediunidade e a comunicabilidade dos Espíritos, presentes entre os papas desde a origem do papado e ao longo de sua história de quase dois mil anos.

Tínhamos ouvido referência de fenômenos espirituais com Pio V e Pio XII, em palestras do médium Divaldo Franco (1927-), e quisemos aprofundar e completar o assunto.

Consultando a historiografia católica sobre a origem doutrinária do papado, o imperador romano Constantino (272-337) é apontado entre os teólogos como um dos seus principais precursores, pois foi ele quem historicamente começou a dar forma ao Sistema Católico Romano.

Constantino presidiu o 1º Concílio das Igrejas, no ano 313, construindo depois a primeira basílica em Roma, tornando o cristianismo religião oficial do Império, seguido de Teodósio (347-395) e outros imperadores.

Começava-se a criar os fundamentos que possibilitaram que Valentiniano III (Flávio Plácido, 419-455), no ano 445, reconhecesse oficialmente ao papa (a palavra "papa" significa pai) o exercício de autoridade sobre as Igrejas, ganhando o papado poder mundial com Carlos Magno (747-814), no século 8.

Ocorre que Constantino, que os católicos consideram como o precursor da estruturação papal, converteu-se ao cristianismo através de uma visão espiritual, conforme relatou o historiador católico Eusébio de Cesareia (275-339), em sua obra Vita Constantini (Cap. XXVIII).

Durante a batalha contra o imperador Maxêncio (séc. 3/4), com seu exército em desvantagem, Constantino viu no céu um grupo de Espíritos, liderados pelo Espírito (chamado Anjo) São Miguel, mostrando-lhe uma cruz luminosa com os dizeres: "Com este sinal vencerás".

O impacto que sentiu foi tão grande que mandou pintar uma cruz em todas as bandeiras, venceu a batalha e se converteu ao cristianismo, estabelecendo o famoso Edito de Milão, do ano de 313.

O escritor Nicéforas (séc. 16) escreveu que Constantino viu este Espírito mais duas vezes - numa delas, orientando-o a edificar Constantinopla; e, na outra, para ajudá-lo numa revolta por parte dos moradores da antiga Bizâncio.

Portanto, encontramos visões espirituais nos primórdios da estruturação da Igreja e da criação do papado.

Encontramos exemplos de mediunidade dos papas numa ocorrência com António Michele Ghislieri (1504-1572), o papa Pio V, que foi o Sumo Pontífice no período de 1566 a 1572. Em 1570, os turcos otomanos invadiram a ilha de Chipre e tomaram Veneza, e os venezianos pediram ajuda.

 O papa Pio V enviou uma frota de 208 navios, sob o comando de Don John da Áustria. Essa frota encontrou 230 navios turcos em Lepanto, Grécia, em 7 de Outubro de 1571.

A batalha durou três horas. Miguel de Cervantes (1547-1616), o novelista espanhol, autor de D. Quixote, participou dessa batalha histórica.

Em Roma, Pio V aguardava notícias, orava e jejuava,  juntamente com monges, cardeais e fiéis. Em 7 de Outubro, ele trabalhava com seu tesoureiro, Donato Cesi, que lhe expunha problemas financeiros.

 De repente, separou-se de seu interlocutor, abriu uma janela, entrou em êxtase e teve uma visão em desdobramento espiritual.

Voltou-se para Donato e lhe disse: "Ide com Deus. Agora não é hora de negócios, mas sim de dar graças a Jesus Cristo, pois nossa esquadra acaba de vencer a batalha".

Duas semanas depois chegaram as notícias da vitória de sua esquadra, confirmando sua visão espiritual.

Mais recentemente, no século 20, encontramos outro exemplo de ação espiritual entre os papas, com o Cardeal Eugénio Pacelli (1876-1958), que viria a ser o papa Pio XII, no período de 1939 a 1958. O fato foi relatado pela própria Igreja Católica, em seu jornal oficial L'Observatore Romano, e depois publicado no Brasil, no jornal Ave Maria, de Petrópolis, transcrito pelo Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, em Setembro de 1956.

Em 19 de Fevereiro de 1939, nos aposentos do Vaticano, na ala esquerda da Catedral de São Pedro, o cardeal Eugénio Pacelli estava orando; ele era um diplomata da Santa Sé junto aos governos do Ocidente.

Em seus aposentos de cardeal, ele ouviu uma voz chamando: "Pacelli, Pacelli".

 Ele se voltou e viu o Espírito do papa Pio X (1835-1914).
Emocionado, ele se ajoelhou e chamou-o de Santidade.

O Espírito respondeu-lhe: "Não sou Santidade, mas apenas um irmão; venho avisá-lo que, dentro de alguns dias, se tornará papa, e que a Terra será devorada por uma avalanche de tragédia.

É da vontade do Senhor que seja papa para governar a Igreja com sabedoria, bondade diplomática e equilíbrio".

O cardeal Eugénio Pacelli redarguiu dizendo que não entendia aquilo, porque Pio XI (1857-1939) era o papa de então, e governava a Igreja com sabedoria. O Espírito Pio X não discutiu com o cardeal, desvaneceu-se.

Emocionado, Eugénio Pacelli desceu de seus aposentos e adentrou na Catedral de São Pedro.

 Foi até o subterrâneo, onde estão os túmulos papais, ajoelhando-se na cripta de Pio X, permanecendo em oração até o amanhecer.

 Ao raiar do dia, adentrou novamente na Catedral de São Pedro, e um guarda suíço perguntou-lhe se estava sentindo-se bem, pois estava muito pálido.

Eugénio Pacelli respondeu que tinha dialogado com Pio X. Surpreso, o guarda contrapôs que Pio X estava morto.

Mas Eugénio Pacelli disse que, naturalmente, o sabia, pois fora ele quem tinha feito o discurso laudatório.

Além do quê, Pio X tinha sido seu padrinho de cardinalato.

Pio X disse-lhe que ele seria papa e, em seguida, a humanidade entraria em guerra.

O fato permaneceu em sigilo, mas dois ou três meses depois, Pio XI morreu de uma doença misteriosa.

Eugénio Pacelli foi eleito o novo papa, Pio XII, e logo depois eclodiu a Segunda Guerra Mundial, conforme lhe dissera o Espírito Pio X.

É mais um fato mediúnico, registrado pela história, de comunicabilidade espiritual com os papas.

É interessante registrar que não foi por acaso que Pio X apareceu em Espírito e se comunicou mediunicamente com Pio XII.

 O papa Pio X conhecia os fenómenos espíritas, pois seu médico, dr. José Lapponi (1851-1906), foi uma pessoa interessada nos estudos espíritas e até publicou um livro à época - Hipnotismo e Espiritismo (1897) - aprovado pelo papa Leão XIII, e que foi traduzido e publicado no Brasil pela editora da Federação Espírita Brasileira.

O DR. LAPPONI TAMBÉM FOI MÉDICO do papa Leão XIII (1810-1903).

Vale anotar que, quando da segunda edição do livro Hipnotismo e Espiritismo, em 1904, o periódico Diário de Noticias, de Madri, do dia seis de Julho, publicou carta do dr. Lapponi na qual ele comentava que o órgão jesuíta La Civilitá Cattolica censurava seu livro porque ele divulgava teorias que não eram aprovadas pela Igreja, e que o próprio papa Pio X reprovara a obra. Mas à época, dom Eduardo Checci, redactor do Giornale d'Italia, foi entrevistado sobre isso, desmentindo que o papa Pio X tivesse reprovado a obra.

O dr. Lapponi acrescentou que Pio X conhecia o trabalho desde sua primeira edição e o tinha aprovado, e que o livro tinha merecido louvores até do papa Leão XIII, que disse que a ciência católica não devia ser contrária ao estudo do Espiritismo e suas manifestações.

É importante esclarecer que o dr. Lapponi não era espírita e, nesse livro, ele adaptou uma postura até de prevenção com relação aos fenômenos do hipnotismo e do Espiritismo, porque poderiam ensejar fraudes e mistificações. Chega a ser curiosa essa sua atitude, pois a verdade é que, se ele admitiu os fenômenos espíritas (e, para nós, é o que importa), não se compreende por que ele recrimina sua prática.

O dr. Lapponi demonstrou que não conheceu realmente o Espiritismo, uma vez que se ateve somente à parte fenomênica;  não conheceu a parte filosófica e ética da Doutrina Espírita.

 Nem no aspecto fenomênico ele se aprofundou, pois só se referiu às situações duvidosas; por temer fraudes e a ação de Espíritos brincalhões e zombeteiros (que, portanto, ele admitia), achou temerário e perigoso ocupar-se do Espiritismo.

Para nós vale que o dr. Lapponi, médico de dois papas, historiou a ocorrência de fenômenos espíritas desde a Antigüidade e reconheceu a intervenção dos Espíritos no mundo material.

A transfiguração de Jesus é citada como exemplo de fenômeno mediúnico que aparece na Bíblia, com Moisés e Elias aparecendo em espírito material.

Ao final do livro, ele afirmou que o Espiritismo só deveria ser estudado com as necessárias precauções e por ação de pessoas reconhecidamente competentes (op.cit., pág. 219).

Portanto, a Doutrina Espírita e os fenômenos mediúnicos transitaram pelo Vaticano no século 19, entre os papas e pelo médico que cuidou de dois deles nesse período e escreveu um livro sobre o assunto, reconhecendo sua existência, apesar de sua atitude de temor.

Mesmo nos tempos mais recuados, os fenômenos mediúnicos estavam presentes na sociedade, em todos os lugares, já que fazem parte da Natureza.

 Por isso, encontramos referência a eles desde há dois mil anos. Basta citarmos o apóstolo Pedro, que é considerado como o primeiro papa da Igreja.

Na Bíblia, encontramos várias ocorrências mediúnicas e de interferência dos Espíritos, ocorridos com Pedro.

Por exemplo:

a) em Mt: 17, 1-6, está descrita a transfiguração de Jesus na qual, estando Ele num monte, acompanhado por Pedro, Tiago e João, apareceram, em Espírito, Moisés e Elias, que já estavam mortos havia séculos, e conversaram com Jesus;

b) em At: 2, 1-14, ocorreu o fenômeno chamado Pentecostes, no qual os doze apóstolos ouviram um som vindo do céu, como um vento, e como que línguas de fogo pousaram sobre cada um deles, que então começaram a falar em diversos idiomas;

c) At: 3, 2-8, é descrita a mediunidade curativa de Pedro, quando ele curou um coxo de nascimento que todo dia ia à porta do templo para pedir esmolas. Ele tomou o coxo pela mão e ordenou-lhe que se levantasse e andasse, e assim ocorreu;

d) At: 11,5-10, Pedro teve um arrebatamento espiritual e teve vidência e audiência. Viu, a céu aberto, um vaso que descia, como grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, e ouviu uma voz: "Levanta-te Pedro, mata e come". Pedro disse ao Senhor que nunca tinha comido coisa imunda. A Voz disse-lhe que não devia chamar de imundo o que Deus purificou; isso se repetiu por três vezes;

e) At:11, 11-1, Pedro viu três homens de Cesárea que o buscavam, e estavam em frente à casa onde estava; um Espírito lhe disse que fosse com eles, nada duvidando;

f) At:12, 5-11, Pedro estava dormindo na prisão, vigiado por dois guardas. Quando Herodes ia chamá-lo, houve uma luz na prisão, e apareceu um Espírito (chamado anjo) despertando-o, rompendo as correntes e dizendo-lhe para fugir; e conduziu-o, fazendo-o passar pelos guardas, chegando à porta da cidade, pela qual saíram.

E Pedro percebeu que Deus havia enviado um Espírito para ajudá-lo.

Para encerrar esse importante registro histórico sobre a mediunidade e seu reconhecimento entre os papas, temos necessariamente que citar o recém-falecido papa João Paulo II, reconhecido como um grande missionário do bem.

A revista Veja, de 6 de Abril de 2005, na página 93, transcreveu uma frase pronunciada por ele numa pregação na Basilica de São Pedro, em Novembro de 1983, e que dispensa comentários: "O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

Portanto, fica registrado, segundo as próprias fontes católicas e as não espíritas, que a mediunidade e a comunicabilidade espiritual têm se manifestado e sido reconhecidas pela Igreja, mesmo entre os seus maiores representantes, desde a Antiguidade.

E ainda hoje ocorre, demonstrando que a vida não se restringe à realidade material nem é interrompida com a morte.

Washington L.N.Fernandes - Revista Espiritismo e Ciência





sexta-feira, 8 de março de 2013

CASAMENTO E DIVÓRCIO





Casamento e divórcio

“Não perturbeis o que Deus harmonizou”.       
Tudo o que procede de Deus é imutável no mundo. Tudo o que procede do homem está sujeito a mudanças.

Todas as Leis Divinas permanecerão sem modificações, porque são eternas, enquanto as leis dos homens não o são, pois se transformam, alteram-se, à medida que o ser humano evolui. Assim, em cada lugar e, em diferentes épocas, essas leis sofreram, sofrem e sofrerão modificações, atendendo às novas necessidades. Os ensinamentos de Jesus nos trazem esses dois esclarecimentos, mas também nos dão a certeza de que, um dia, quando essas duas leis caminharem juntas, os homens serão felizes.

Entretanto, não podemos prescindir dessas leis, porque são elas que regulam o bem-viver; são elas que estabelecem os direitos e os deveres de cada um de nós em relação aos demais; são elas que permitem a convivência social, se não fraterna, pelo menos respeitosa; são elas que regulam os interesses familiais; e são elas, por fim, que tiram o homem do estado de selvageria para a civilidade. A lei civil é útil, necessária, mas variável, enquanto a de Deus é eterna e imutável.

Isso acontece, também, em relação à união dos seres, pois os homens interpretam as palavras de Jesus, segundo seus interesses e não segundo a Lei de Deus. Jesus nos ensinou que o sentimento mais elevado que o ser humano possui é o amor e, em cada experiência evolutiva que temos mais e mais se desenvolvem os valores morais que as conquistas espirituais proporcionam nesse processo.

Assim, é com o sentimento que une dois seres: lentamente, ele vai-se afastando dos interesses da matéria, que envolvem paixões de todas as espécies, onde apenas os sentidos o movem, para um sentimento verdadeiro que não une apenas corpos, mas também almas. Nenhuma lei civil, nem os compromissos que ela determina podem suprir a lei de Amor, que deve presidir uma união, seja ela qual for. Nenhuma lei humana obrigará as pessoas a se amarem, seja entre cônjuges, entre filhos e pais, seja entre aqueles que convivem em um grupo mais amplo.

Dessa forma, a afirmação de Jesus de “não separar o que Deus uniu” só terá sentido real se juntarmos a ela a idéia de que aquilo que se uniu à força, isto é, que não procurou a satisfação do coração através do amor verdadeiro, mas somente a do orgulho, da vaidade, da ganância, da posse, do ciúme, da carência afetiva, para se livrar da família, enfim de todos os interesses pessoais, de valores ilusórios, por si mesmo se separará.

É muito importante que tenhamos a coragem de nos perguntar e responder, com total honestidade de propósitos, quais são os valores que motivam nossas escolhas afetivas, porque quando o móvel dessas escolhas é outro que não o amor, não há como sustentar essa situação. Estabelecemos, dessa forma, necessidades emocionais, sem consciência e sem responsabilidade pelas perdas futuras, que trarão, mais adiante, frustrações, desilusões quando não situações desesperadoras que podem levar, até mesmo, a atitudes criminosas.

Assim, os compromissos conjugais ou domésticos que não atenderem os desígnios superiores, ou seja, a união pelo amor, serão corrigidos e restaurados pelos princípios que equilibram a lei divina no seu devido tempo.

Há mais de mil anos essas palavras do Cristo, como tantas outras, foram erroneamente interpretadas ou interpretadas de maneira a atender apenas a interesses econômicos, políticos, financeiros ou de poder, e tudo isso ainda está gravado em nós, como se não pudéssemos, sob hipótese de estar cometendo um crime perante Deus e a sociedade, dissolver uma união infeliz que traz sofrimento para todos os envolvidos. Assim é com o divórcio que separa legalmente o que já estava separado de fato.

A idéia de que aquilo que Deus uniu não se separa é porque somente o amor verdadeiro, o afeto real de alma para alma, sobrevive à destruição do corpo, e esses seres se procuram e se encontram no mundo dos Espíritos, fortalecendo esses laços.

Isso também acontece no que diz respeito às amizades. Se, de um lado, temos as amizades interesseiras que buscam uma aproximação para usufruir as vantagens que isso possa proporcionar em que não há afinidades, espontaneidade, cujo sentimento é superficial e sem qualquer vínculo afetivo, do outro lado, temos as amizades verdadeiras, que se fortalecem com as vidas sucessivas, e que, a cada oportunidade que se apresenta, procuram reunir-se, novamente, no corpo físico, a fim de trabalharem juntas e se fortalecerem no amor, alegrando-se umas com as outras pelo crescimento que cada uma dessas almas conquistou.

Uma visão bastante interessante e que deve ser alvo de nossa reflexão é a que Emmanuel traz em Caminho, Verdade e Vida.  O Instrutor Espiritual, referindo-se às palavras de Jesus: ...“Portanto, o que Deus juntou não o separe o homem”, alerta-nos para o fato de que a palavra divina não se refere apenas aos casos do coração, mas vai além. Corresponde, também, ao “não perturbeis o que Deus harmonizou”.

Assim, por mais duro que seja o dever a cumprir, ele constitui sempre a vontade do Criador e, para isso contamos com a nossa consciência, sentinela vigilante de Deus, que permanece apta a discernir o que constitui obrigação moral e o que representa, apenas, fuga disfarçada desse compromisso.

O Pai criou seres e reuniu-os. Criou igualmente situações e coisas, ajustando-as para o bem comum. Assim, quem desarmoniza as obras divinas deve preparar-se para a recomposição”. (2)

Na Terra, hoje, existem milhões de criaturas em serviço restaurador por haverem perturbado, com o mal, o que Ele estabelecera para o bem. “Às vezes, é possível perturbar-lhe as obras com sorrisos, mas seremos, invariavelmente, forçados a repará-las com suor e lágrimas”. (2)


Bibliografia:

(1) Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Lake, Capítulos 22 e 17, item 7.
 
(2) Emmanuel (Espírito) . Caminho Verdade e Vida, [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. FEB Editora, 17 ed., Rio de Janeiro: RJ, Lição 164.
 
(3) Joanna de Ângelis (Espírito). Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, [psicografado por] Divaldo Pereira Franco. 1 ed., LEAL Ed., p. 163.