kardec - o educador

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domingo, 29 de julho de 2012



QUEREMOS JUSTIÇA OU VINGANÇA? - J. Raul Teixeira

"(...)Muitas coisas que o juiz humano não consegue captar, não consegue ver, só o olhar da Divindade pode ver.
Jamais um juiz humano entenderá, de fato, as reais motivações que levaram ou que levam uma criatura cometer um crime, um desatino.
Todas as respostas que temos, nesse sentido, são as respostas exteriores, aquilo que a gente pode ver.
Foi a pobreza, foi a fome, foi o desemprego, foi o desespero. Mas as razões profundas, a bagagem que esse Espírito traz, as marcas que essa alma carrega em si, nenhum juiz humano consegue ver. Só o Pai da vida, somente o Senhor Supremo pode saber.
Então, muitas vezes, quando as criaturas clamam por justiça, estão clamando por vingança, porque toda justiça que age fora das bases do amor se torna crueldade. A justiça sem amor é vingança social.
Daí, a nossa necessidade de entendermos bem o que vem a ser justiça.
Todas essas pessoas que clamam por justiça contra os outros exercem a injustiça.
Fazem greves por melhores salários para si, por exemplo, mas não melhoram o salário dos seus empregados. São pessoas injustas.
Reclamam que a cidade está desorganizada, mas atiram papéis, lixo da janela do carro, dos ônibus, na via pública, para onerar a cidade e impor que alguém vá limpar a sua sujidade.
Estacionam seu carro sobre calçadas por onde as pessoas deveriam passar e essas pessoas têm que disputar a rua com os outros carros que passam.
Elas querem justiça contra os outros, mas não vivenciam o princípio básico da justiça: Fazer ao outro o que o outro merece. Dar às pessoas aquilo que as pessoas merecem.
Desejamos considerações da justiça para conosco; queremos os direitos, mas não exercitamos a prática da justiça, quando se trata de beneficiar os outros.
Quantas vezes colocamos, nas nossas festas, no apartamento, nas casas, a nossa música no maior volume, com todos os decibéis, não nos importando se há crianças recém-nascidas, se há idosos cansados, doentes ou, simplesmente, se as pessoas não querem ouvir o nosso barulho.
Nosso critério de direito está muito equivocado.
Nosso critério de democracia é equivocadíssimo porque temos um conceito de democracia que só serve para nós, que é contra os outros, quando a democracia propõe o direito de todos, a justiça para todos.
Se não respeito a minha vizinhança quando desejo dar a minha festa, estou tratando com a injustiça social. Como é que eu cobro das autoridades justiça para mim?
É com isto que nós começamos a pensar como têm sido equivocadas as nossas posturas diante da vida, no capítulo que se refere à justiça.
Vale a pena pensar que, quando o Cristo propôs que nós não julgássemos porque, com a mesma medida com que julgássemos seríamos julgados, ficamos pensando na responsabilidade do magistrado, daquele que tem o dever profissional de julgar, de sentenciar.
Se ele não tiver luz por dentro, se ele não tiver lucidez na alma, amor no coração, ele será um verdugo da sociedade porque estará punindo as pessoas em nome do seu sentimento de mágoa, de revolta ou de sua displicência.
Não é por outra razão que o Evangelho do Reino nos diz que quem com ferro fere, com ferro será ferido, representando a lei de Talião, o dente por dente, olho por olho.
Só em Cristo encontramos a proposta do amor. E, quando amamos, até a nossa avaliação e o nosso juízo, são macios."

quarta-feira, 25 de julho de 2012



COMO ACABAR COM O BULLYING? 


Mas, o que é bullying?

Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

O preconceito, a intolerância, a agressão física e psicológica sobre alguém é prova que ainda não aprendemos a amar o próximo.
Amar significa respeitar, aceitar, cuidar, ajudar, amparar aqueles que convivem conosco no mundo.
Os pais devem ter cuidado com os comentários preconceituosos que fazem perto dos filhos.
A educação moral religiosa deles deve começar no lar principalmente através do exemplo dos pais e daqueles que convivem com eles.
Quando nossos filhos vão pela primeira vez na escola devemos conversar com eles explicando que encontrarão coleguinhas de cor de pele, de cabelo, de olhos diferentes, que podem ter defeitos físicos e mentais, enfim, e explicar que são todos filhos de Deus assim como eles são. E que Deus nos faz todos diferentes, mas que devemos tratar todos iguais, sem risos, piadas, humilhações e violência. Que Deus fica muito triste quando deixamos qualquer filho Dele triste. Mais tarde explicar a lei de causa e efeito e, consequentemente, a reencarnação. Só assim entenderão que na próxima encarnação estarão habitando um corpo diferente e este corpo pode ser de cor de pele diferente, pode trazer algum defeito físico, etc.
Devemos, por exemplo, perguntar ao nosso filho: “Você gostaria que seus coleguinhas rissem de você? Que batessem em você?” E aproveitar a resposta dele, que geralmente é "NÃO", para dizer: “Então não devemos fazer ao nosso coleguinha o que não queremos que façam com a gente.”
Mais tarde, quando estiverem maiores, poderemos abordar o precenceito com os homossexuais. Que cada pai e/ou mãe explique "em casa", segundo a visão religiosa de cada um, pedindo o mesmo respeito que pedimos aos negros, índios, obesos, enfim, aos "diferentes" de nós.
Aos filhos homossexuais explicar que, o mesmo respeito que eles querem receber da sociedade eles devem ter para com ela. Que eles não façam nada que choque, que seja promíscuo, enfim, que desrespeite a maneira de pensar e agir da sociedade.
Assim como devemos pedir aos nossos filhos heterossexuais a mesma coisa. A promiscuidade está em qualquer opção sexual. Então, ensinemos respeitar para serem respeitados.


Este é o início para eliminarmos o preconceito e a violência.
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI" - pediu Jesus. Mas, se nós pais, irmãos, avós, tios, professores ou quem tiver uma ou várias crianças em sua responsabilidade não ensinarmos a elas como devem amar o próximo, estas crescerão sem saber como se comportar de maneira cristã e, consequentemente, continuarão preconceituosas, violentas, insensíveis.
"EDUQUEM AS CRIANÇAS E, ENTÃO NÃO SERÁ NECESSÁRIO PUNIR OS HOMENS." - Pitágoras

grupo de estudos allan kardec

sexta-feira, 20 de julho de 2012


AFINAL O QUE SOU                                                                            ESPÍRITA OU KARDECISTA?

Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa.
Espiritualismo é a crença em algo além da matéria. Muitas crenças crêem na comunicação com os espíritos (espírito santo, caboclos, etc. ), mas não são espíritas.
Podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec) .
s espíritas não podemos relutar em responder quando somos inquiridos qual é a nossa religião, e jamais dizer: “eu sou kardecista.” Devemos responder: “eu sou espírita”. Quando respondemos "sou kardecista" estamos afirmando que o Espiritismo se divide com várias denominações, o que não é verdade. Muitos dizem, por exemplo: “alto espiritismo, espiritismo de mesa branca, linha Kardecista, Espiritismo do Bem, etc.” Mas Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. As outras religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas. Eis alguns exemplos de casas espiritualistas: "Centro Espírita Tenda Fraterna", "Centro Espírita de Umbanda Cobra Coral", etc. Tais casas deveriam mudar para "Casa Espiritualista Tenda fraterna"; "Casa Espiritualista de Umbanda Cobra Coral". Mas lembrando sempre que, todas devem ser respeitadas, principalmente quando acreditamos na nossa.
O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (porque o nosso coração é nosso escudo, quando nele mora o amor); não adotamos cálice com vinho ou bebidas alcoólica (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool nem do fumo, porque precisamos estar lúcidos para apreciar a beleza da vida); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares, imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.
Por que no Brasil se confunde Espiritismo com cultos africanistas, com terreiros e coisas assim?
Raul Teixeira responde: Isso se deve ao fato de termos um grande contingente de pessoas que desconhecem o que seja o Espiritismo e que não se interessam, nem desejam saber o que realmente ele é. Muitos espalham informações sobre o Espiritismo de acordo com o que supõem que seja, demonstrando grande dose de leviandade ou de má intenção. Ainda que o Espiritismo e, por sua vez, os espíritas, não tenham nada contra as práticas e crenças africanistas, é importante que cada coisa esteja no seu lugar, facilitando até a busca e o enquadramento das criaturas que estão procurando novas propostas de vida. Somente por meio das leituras sérias e dos estudos metódicos se conseguirá desfazer a confusão que gera tantos mal entendidos entre os espiritualismo. (Do livro: Ante o vigor do Espiritismo)


grupo de estudos allan kardec

terça-feira, 17 de julho de 2012


MACONHA



Marilia Gabriela: A MACONHA É INOCENTE AO CORPO FÍSICO?
Ronaldo Laranjeira: A maconha vem recebendo á muitos anos uma imagem muito favorável, inofensiva. Esta é a cultura popular da maconha. Mas, do ponto de vista médico, está acontecendo o contrário. Há dez, doze anos atrás a maconha não era tão estudada. Os estudos atuais têm mostrado o quanto a maconha tem produzido bem mais transtornos mentais que a gente imaginava, a ponto de 10% dos novos casos de esquizofrenia ter ocorrido pelo uso da maconha.

Marilia Gabriela: E O USO MEDICAMENTOSO?
Ronaldo Laranjeira: O uso medicamentoso é discutível. Tem alguns países que estão desenvolvendo isso, como os Estados Unidos. Mas, o uso medicamentoso não é o indivíduo fumar a maconha, é que alguns dos componentes da maconha poderiam ser usados em situações muito específicas para fins terapêuticos. Porque a maconha tem mais de 400 substâncias dentro da fumaça dela, é muito provável que alguém fumando tanta coisa vai ter um efeito terapêutico de um dos componentes. Talvez não tenha uma dose terapêutica desse componente. Então, faz parte da mística da maconha. Alguns componentes do cigarro, que são mais de 4000 substâncias, como a nicotina pode ser usada como medicamento. Mas, não poderemos indicar para a pessoa fumar cigarro para ter efeito medicamentoso.

Marília Gabriela: O QUE DIZER DO USUÁRIO ADULTO DOS FINS DE SEMANA?
Ronaldo Laranjeira: A maconha da década de 60 era bem mais fraca que a de hoje em dia. Naquela época a concentração de THC (princípio ativo da maconha) era em redor de 0,5% e as de hoje são em torno de 15% a 20%. Isso muda substancialmente, principalmente aos adolescentes. O cara da década de 60 que experimentou alguns baseados quando tinha 18 e 19 anos e aí incorporou na sua vida nos finais de semana como se fosse o Uísque de final de semana, possivelmente, nem dependente é da maconha. Mas, apesar de não ser dependente está lesando sua saúde e alimentando o trafico de drogas e traficantes que não vende só maconha. Já o adolescente é pouco provável que ele comece a provar regularmente e vire só um usuário de fim de semana. Ele pode falar que fuma todo dia socialmente, mas a implicação no cérebro é completamente diferente do adulto. A adolescência é um período em que o cérebro está se preparando para a vida adulta. É um período de intensa mudança. Expor o adolescente a qualquer dose de maconha nesse período vai formatar o cérebro de forma diferente do que ele nunca tivesse usado.

Marília Gabriela: VOCÊ É FAVORÁVEL A DESCRIMINALIZAÇÃO?
Ronaldo Laranjeira: Não. Como psiquiatra eu fico muito mais preocupado com as pessoas que tem dependência química. Antes de discutir a descriminalização precisamos discutir a proteção do contingente enorme de dependentes químicos que estão absolutamente desassistidas pelo Estado. Droga é uma grande ilusão do século XXI.

Esta entrevista foi feita por Marilia Gabriela à Ronaldo Laranjeira, médico psiquiatra formado pela Escola Paulista de Medicina em 1982, com residência em psiquiatria pela mesma instituição. Fez o PhD em Psiquiatria na Universidade de Londres (Maudsley Hospital) no setor de Dependência Química. Atualmente é professor titular do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, diretor do INPAD (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas) do CNPq e coordena a UNIAD (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas). Tem grande experiência na área de tratamento da dependência química e coordena uma série de cursos de especialização nessa área, com mais de 1.000 alunos do Brasil inteiro formados. Tem mais de 180 artigos científicos publicados. Escreva para ele e tire suas dúvidas laranjeira@clinicalamedas.com.br. Ele não é um médico espírita.


OBSERVAÇÃO DO PONTO DE VISTA ESPÍRITA: Queremos deixar claro que, nós espíritas não somos contra quem faz uso de qualquer droga (forte ou fraca, lícita ou ilícita), porque somos a favor do livre arbítrio. Mas, aqui, ou em qualquer outro meio de comunicação onde expomos a visão espírita sobre vários assuntos, priorizamos a visão ESPIRITUAL. Como acreditamos na reencarnação, numa vida após esta vida, sabemos que todo prejuízo que causarmos ao nosso corpo físico, diminuindo o tempo de vida na Terra é SUICÍDIO. E todo prejuízo que causarmos aos que convivem conosco neste planeta (pai, mãe, irmãos, desconhecidos), de maneira direta ou indireta, também prestaremos contas às leis divinas. O plantio é livre, mas a colheita obrigatória. Não queremos obrigar ninguém a acreditar no que acreditamos, mas este blog é espírita e colocamos aqui assuntos sob sua visão. Sem querer impor nossa filosofia cristã de vida. Nós acreditamos na conscientização das pessoas. O cigarro já está perdendo espaço em nossa sociedade. A conscientização pode demorar, mas ela amadurece com o amadurecimento espiritual das pessoas. Ninguém nasce precisando de transplante de fígado sem ter lesado, numa vida anterior, este órgão, etc. Nossa Marcha é à favor da vida corporal e espiritual saudável. 

grupo de estudos allan kardec




sábado, 14 de julho de 2012




NOTICIAS DO ALEM, PODEMOS BUSCAR? - Divaldo Franco


Podemos, mas o médium Divaldo P. Franco explica no livro “Entrevistas e Lições” que, nem sempre nos convém receber mensagens do além. Muitas vezes, o intercâmbio pode produzir males a ambos: a quem ficou na Terra e àquele que desencarnou. Afinal de contas, o amor, quando é legítimo, não necessita de intercâmbio tão constante. Ideal seria que nós mantivéssemos viva a chama do amor e aguardássemos o tempo, sem maior inquietação. Quando for oportuno, Deus nos concederá a bênção do reencontro. QUANTO TEMPO LEVA PARA QUE OS DESENCARNADOS POSSAM SE COMUNICAR? Há comunicação que ocorre logo após o instante da desencarnação e outros não. No livro O Céu e o Inferno, Allan Kardec faz uma abordagem sobre a questão, narrando fatos sobre pessoas que se comunicam poucos minutos depois da morte. Temos também o exemplo de José Herculano Pires, que no momento que sofreu um enfarte, estava acontecendo um trabalho mediúnico em seu lar. A família que o socorreu não contou aos participantes para não atrapalhar o trabalho. No final foram lidas duas mensagens psicografadas, sendo uma delas a de Herculano dirigida a sua esposa. Os membros não acreditaram porque não sabiam de sua desencarnação. É um fenômeno raro, mas possível. Outras comunicações, no entanto, sucedem após meses, anos e até séculos. Tudo se encontra relacionado com o desprendimento, ou não, do Espírito que desencarnou, está ligado á sua evolução. Exemplo: quando chegamos a um país estrangeiro e não dominamos bem a língua temos dificuldades de nos comunicar; se não sabemos fazer uma ligação telefônica, não conseguiremos transmitir notícias. Da mesma forma, recém-chegados ao Além, em geral não dispõe, ainda, de meios para enviar mensagens. Embora tenhamos capacidade, falta-nos a possibilidade de fazê-lo. E a “morte” é uma cirurgia total. Há pessoas que despertam de uma intervenção singela com grave distúrbio emocional, desequilibrando-se, totalmente, sob efeito de determinados anestésicos. Outras voltam a si com serenidade e lucidez, após operação mais complexa. Outras sofrem com a cobrança de sua consciência nos umbrais. Além disso, não basta o desencarnado desejar transmitir a mensagem. É necessário, principalmente, encontrar um intermediário (médium) fiel, em condições de conduzi-la. Médiuns sérios atraem Espíritos sérios; médiuns levianos atraem Espíritos levianos. O médium que não se ajusta aos princípios morais pode ser vitimado pela ação do mundo espiritual inferior. Então, poderemos receber mensagens falsas, escritas por espíritos zombeteiros, brincalhões. As comunicações espontâneas são as mais belas, as mais convincentes. MAS O QUE É UMA COMUNICAÇÃO ESPONTÂNEA? São as reuniões públicas, onde as pessoas chegam a casa espírita, sentam, e não se falam. O médium chega, senta e espera “o telefone tocar de lá para cá” e atende, ou seja, psicografa. As evocações não são recomendadas pela Doutrina Espírita, porque são portas abertas para espíritos brincalhões, zombeteiros que se metem em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. E quando termina a psicografia, o médium diz: FULANA DE TAL TEM AQUI UMA MENSAGEM DE BELTRANO. Ele nem sabe se a pessoa está presente. Aí se lê a mensagem. E as pessoas também lêem essas mensagens e verificam se os dados são verdadeiros. O grande exemplo foi o venerendo apóstolo Chico Xavier pela nobreza, pela limpidez, na maneira que era exercido. A pessoa perdia-se na multidão, sem nenhum contato prévio com ele. Antes do labor, ele atendia alguns necessitados que o buscavam para outros fins e anotava, às vezes, determinados tipos de pedidos, nunca, porém, propunha qualquer interrogação em torno de familiares desencarnados, como datas, nomes, ocorrências, como, infelizmente, vem sendo feito por alguns insensatos. Sou testemunha, porque eu o conheci por mais de 40 anos, e recebi de minha genitora uma mensagem através dele, dando-me dados que eu demorei mais de dois anos pesquisando em cartórios para poder confirmar sua veracidade. O QUE DIZER DE MÉDIUNS QUE SE REVOLTAM A QUALQUER DESCONFIANÇA? Este médium está desequilibrado e equivocado. Fácil presa de obsessores. Se é um médium espírita deveria saber que a escala espírita dos médiuns se resume em MÉDIUNS RUINS E MÉDIUNS REGULARES. Não há MÉDIUNS PERFEITOS. E a recomendação é “MELHOR REPELIR DEZ VERDADES QUE ACEITAR UMA MENTIRA”. Os bons espíritos não se importam com a desconfiança, ao contrário dos vaidosos, dos mistificadores que temem que descubram a farsa.Então, devemos tomar cuidado. Até médiuns de grande respeitabilidade estão sujeitos a espíritos mistificadores. Por isso, a proposta do Espiritismo é que estudemos para que possamos entender um pouco mais sobre o assunto. DEIXANDO CLARO QUE A DOUTRINA ESPÍRITA NÃO É CONTRA, MAS PEDE CAUTELA. Sanson, no item 21, capítulo V, do O Evangelho Segundo o Espiritismo nos adverte em sua mensagem: “que os nossos mortos amados necessitam de nossos bons pensamentos, de nossas preces, mas não do nosso desespero que só serve para fazê-los sofrer. Estamos todos na Terra para uma breve experiência de vida material, mas a nossa vida verdadeira é a espiritual. Os que partem antes de nós concluíram sua tarefa e estão livres dos tormentos da vida terrena. Mas como nos amam, continuam ligados a nós pelo pensamento, pelo sentimento, pelo amor que nos dedicam.” Então, a proposta Espírita é Consoladora: “ELES VIVEM.”
Precisamos compreender isso para não os perturbarmos na vida espiritual com o desespero do nosso amor egoísta. Agradeçamos pelo período que convivemos com eles, e nos preparemos para o reencontro.

quarta-feira, 11 de julho de 2012



ADOLESCÊNCIA: Porque a mudança de comportamento?





Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência?
É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. (...) (questão 385)
A adolescência é aquele período situado desde o início da puberdade (aproximadamente 12/13 anos) até atingir o estado adulto.
Quando está na infância, o espírito se acha em gradativo despertar de seu acervo espiritual, arquivado na mente, em um "departamento" (setor) chamado subconsciente (onde todas as experiências das encarnações passadas estão guardadas), período este em que vai adaptando-se à nova encarnação.
Quando a adolescência chega, este processo está completado, e paulatinamente abrem-se as comportas dessa imensa "represa" que é o subconsciente, liberando toda a carga de tendências, instintos, gostos, desejos, ideais, sentimentos, vícios e virtudes que o espírito está trazendo de seu rico passado de experiências multimilenares, criando um torvelinho na razão e no sentimento do jovem, que passará a demonstrar transformações crescentes da personalidade, com mudanças bruscas de comportamentos, atitudes, no seu caráter em si. Os pais então se assustam, muitas vezes não sabendo conviver produtivamente com seus filhos, pois a personalidade do adolescente revela uma expansão das emoções, instabilidade emocional (ora alegre, ora triste, ora entusiasmado, ora desalentado), períodos de revolta, instropecção, meditação, exaltação, um imenso vigor e vitalidade das forças físicas e psíquicas, muito idealismo, e nesta fase inicia-se o despertar da sexualidade, provocando uma alteração brusca na maneira de ver e conduzir a própria vida.
Nossos filhos adolescentes reclamam dos pais mais do que receberam na infância: mais orientação, mais incentivo, mais apoio.
Emmanuel ressalta que "essa fase de existência terrestre é a que apresenta maior número de necessidades no capítulo da direção".
Não são somente aqueles cuidados como na infância, mas também a preocupação de que nossos filhos estejam preparados para os primeiros vôos e para enfrentarem o desafio do mundo que está fora do refúgio doméstico.
Os pais que não aproveitarem ainda os primeiros dias da infância para educar os filhos, aperfeiçoando-lhes o sentimento e o caráter, não terão base para lidarem com os adolescentes em seu lar, pois trabalho educativo deve iniciar-se junto com a chegada dos filhos ao ninho doméstico.
Faz-se necessário a vigilância sobre as tendências de nossos filhos e também sobre nossas atitudes para com eles, a fim de evitar que, em vez de fertilizar as boas sementes, estejamos adubando a erva daninha em seu coração.

sexta-feira, 6 de julho de 2012



FICAR OU NAMORAR?

Um costume muito comum entre os jovens é o de "ficar". Namoro por uma noite, por um fim de semana. Qual a postura do jovem espírita diante dessa situação?

A do auto-respeito. Quando nos respeitamos, aprendemos a respeitar os outros. O "ficar" da atualidade é como alguém que aluga uma roupa numa loja, veste no dia da festa e depois a devolve, sem nenhum compromisso com ela. O "ficar" é a expansão dos instintos, enquanto o amar é a elaboração da vida. Se se gosta de uma pessoa, não se quererá ficar com ela uma noite, mas, sim, a vida toda. Para "ficar" uma noite é como se se alugasse um ser humano para estar com ele, atendendo tão somente os impulsos, os desejos, e isso é prostituição. Por mais que envolvamos tal fato com nome bonito, com panos dourados, isso não passará de prostituição. Por mais que sejam filhos ou filhas de boas famílias, não passarão de prostituídos, nessa área.O ideal seria que se educassem os sentimentos para que se descobrisse de quem se gosta de verdade e se pudesse viver, de fato, com quem se ama.
Do livro: Ante o vigor do Espiritismo

Resposta de Raul Teixeira

terça-feira, 3 de julho de 2012



A PERIGOSA BRINCADEIRA DO COPO




COMO FUNCIONA O COPO PARA ENTRAR EM CONTATO COM OS ESPÍRITOS?
Lembra um pouco o fenômeno das mesas girantes, no início do Espiritismo. Faz-se um círculo em torno dele, com a posição das letras alfabéticas ao longo dos trezentos e sessenta graus. Os participantes fazem imposição das mãos sobre o copo. Ele se movimenta indicando letras que, anotadas, formam palavras e frases.
SÃO OS ESPÍRITOS QUE MOVIMENTAM O COPO?
O fenômeno pode acontecer pelos próprios participantes que, inconscientemente, fazem o movimento. Ou espiritual, onde entidades desencarnadas que aproveitam a base fluídica sustentada pelos encarnados.
FUNCIONA, ENTÃO, COMO UMA REUNIÃO MEDIÚNICA?
No segundo caso, sim. Há Espíritos e médiuns.
HÁ ALGUNS PROBLEMAS COM ESSAS BRINCADEIRAS?
São desaconselháveis. Inspiradas em mera curiosidade e sem nenhum preparo do grupo, podem converter-se em porta aberta às obsessões. Acontece com freqüência.
OS BENFEITORES ESPIRITUAIS NÃO NOS PROTEGEM?
A natureza dos Espíritos que participam de uma reunião de intercâmbio depende das intenções e disposições do grupo. Sem conhecimento, sem um propósito nobre, sem seriedade, realizadas por mera diversão, atendendo à curiosidade, sessões com o copo atraem Espíritos zombeteiros e mistificadores que ali tem campo fértil para a semeadura de perturbações.
E SE HOUVER BOAS INTENÇÕES?
Segundo velho ditado, o inferno está cheio delas. Há muita gente bem intencionada que se perturba com o fenômeno mediúnico, por falta de conhecimento, experiência e orientação.

UMA REUNIÃO COM O COPO PODERIA SER REALIZADA NO CENTRO ESPÍRITA? Sim, mas seria regredir ao tempo das mesas girantes, quando iniciou o Espiritismo. Sem contar que as manifestações seriam demoradas, cansativas e pouco produtivas. Nos Centros Espíritas exercitam-se a psicografia e a psicofonia dos Espíritos pela palavra falada e escrita, bem mais eficiente. Seria trocar o telefone pelo telégrafo.
SE NÃO É PRUDENTE BRINCAR COM O COPO, O QUE DEVEM FAZER MEUS AMIGOS QUE SE INTERESSAM PELO ASSUNTO?
Que procurem o Centro Espírita e participem das reuniões doutrinárias e dos cursos de Espiritismo. Então estarão habilitados a participar aproveitamento bem melhor sem os riscos que envolvem essas “diversões” juvenis. (Richard Simonetti – Não pise na bola)

OBSERVAÇÃO:
A doutrina espírita alerta sobre o risco e perigo em que incorrem todos aqueles que, por meio de objetos, tais como copos, pêndulos, etc., acabam atraindo para si mesmos a atenção de espíritos inferiores, ignorantes e maus, a tal ponto de acabarem sendo perseguidos e obsediados pelos mesmos, uma vez serem estes, portadores de fluidos pesados e negativos. Bons espíritos jamais se prestam a tais brincadeiras ou invocações.