kardec - o educador

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

EVANGELHO NO LAR


O Evangelho No Lar
"Organizemos nosso agrupamento doméstico do Evangelho.
O Lar é o coração do organismo social.
Em casa, começa nossa missão no mundo"
Scheilla
O QUE É O EVANGELHO NO LAR?
O Estudo do Evangelho no Lar é uma reunião em família, num determinado dia e hora da semana, para uma troca de idéias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar.Não é nenhuma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos.Conhecido também como Culto Cristão do Lar, o estudo do Evangelho é, ao mesmo tempo, um encontro fraternal do qual participam os espíritos familiares e demais interessados no progresso moral do grupo. Outros aproveitam para se esclarecer, também como nós.


É uma prática cristã que a Doutrina Espírita recomenda como recurso poderoso contra a obssessão, de grande alcance na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos.É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bençãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.
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POR QUE FAZER O EVANGELHO NO LAR?


O Estudo do Evangelho no Lar abre as portas da nossa casa aos benefícios espirituais, da mesma forma que desentendimentos, brigas e xingamentos favorecem o assalto das sombras (Richard Simonetti). Atrai os bons e afasta ou esclarece os maus espíritos.Conduz-nos a uma compreensão racional dos ensinamentos do Cristo, levando-nos ao esclarecimento e à aceitação de tê-los como roteiro seguro para nossas vidas. Ajuda-nos a superar as dificuldades no lar e fora dele, acendendo-nos a luz da compreensão e da paciência.

Modifica o padrão vibratório dos nossos pensamentos e sentimentos, desanuviando as nossa mentes congestionadas das criações inferiores, agentes da enfermidade e dos desequilíbrios. Com Jesus no Lar, pelo estudo e vivência do Evangelho, tem-se a verdadeira paz.

Com o Evangelho no Lar formamos as defesas magnéticas da nossa casa, impregnando o ambiente espiritual das energias positivas que desestimulam toda ação maléfica. É uma verdadeira segurança espiritual que passa a funcionar em benefício de todo o grupo.

Além da ajuda que essa prática proporciona no programa espiritual de todo o grupo familiar, estende a caridade aos vizinhos e a quantos se sintam também estimulados a mudar com o nosso exemplo Quantos espíritos igualmente se beneficiam com essa fonte de luz!

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COMO FAZER DO EVANGELHO NO LAR? Escolha um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os membros da família ou da maior parte deles. Observar rigorosamente esse dia e horário para facilitar a assistência espiritual e consolidar o hábito da reunião.

Inciar a reunião com uma prece simples e espontânea num local da casa menos exposto às perturbações exteriores, em seguida, fazer a leitura de um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritsmo", aberto ao acaso ou previamente programado para estudo em sequência.

Fazer comentários breves sobre o trecho lido, trocando opiniões com o grupo quanto à aplicação dos ensinamentos na vida diária, evitando discussões, críticas e julgamento de membros do grupo ou de conhecidos em função da mensagem evangéilica.

A reunião deve ser dirigida por um membro da família ou pela pessoa que tiver mais conhecimento doutrinário, que deverá estimular a participação de todos e conduzir as explicações ao nível do entendimento prático dos presentes. Pode-se fazer outras leituras afins.

A duração deve ser de até 30 minutos, no máximo, incluindo a prece de encerramento, em que se agradecerá a assitência espiritual, lembrando a próxima reunião.

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OBSERVAÇÕES, CUIDADOS E SUGESTÕES


O Dia da semana e o horário mais adequados a todos os participantes devem ser escolhidos livremente.

O tempo de duração é flexível.
CUIDADOS

Uma vez escolhidos, o dia da semana e o horário de realização do Evangelho no Lar devem ser respeitados. Assiduidade e pontualidade são importantes para o bom contato com o Plano Espiritual.

Não transferir ou suspender a reunião em virtude de visita inesperada, hóspedes (podendo-se convidá-los a participar da reunião), compromissos de última hora, etc....

Não transformar a reunião em trabalho mediúnico.

Tomar todo o cuidado para não criar polêmicas, acusações ou desvio para outros assuntos.
SUGESTÕES



Pode-se colocar água para ser fluidificada pelos Espíritos presentes, no transcorrer da reunião. Música suave pode contribuir para melhor ambientação, auxiliando as vibrações e preces.

Quando houver crianças, é recomendável que se escolham livros apropriados com "Jesus no Lar", "Alvorada Cristã", "O Evangelho da Meninada", "Cartilha do Bem", "Histórias que Jesus Contou", "Os Meus Deveres" dentre outros.

Podem ser feitas leituras complementares alternativas (jornais, revistas, atualidades) que ofereçam conteúdo adequado à reflexão, conforme os objetivos do Evangelho no Lar.

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BIBLIOGRAFIA DE APOIO
"Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho.
O Lar é o organismo social. Em casa, começa nossa missão no mundo."
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Scheilla.

Evangelho No Lar - Livros de Leitura EdificanteBibliografia de apoio para o Evangelho No Lar:O Evangelho Segundo O Espiritismo,de Kardec;
Fonta Viva, de Emmanuel
;

Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel;Estude e Viva, ;de Emmanuel e André Luiz
"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente." Jesus. (MATEUS, 18:20.)
"Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social. Em casa, começa nossa missão no mundo Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos. Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos. Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideaiscom Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo. Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre." Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Scheilla.
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Culto Cristão no Lar
O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.
A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para a praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes.
A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.
Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.
A observação impensada é ouvida sem revolta.
A calúnia é isolada no algodão do silêncio.
A enfermidade é recebida com calma.
O erro alheio encontra compaixão.
A maldade não encontra brechas para insinuar-se.
E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.
Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.
Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.
Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Luz no Lar. Por diversos Espíritos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap. 1, p. 11-12.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Gol de Kardec! Mas qual? O do Santos ou o dos Espíritos?

Eu estou com 36 anos e sempre fui palmeirense, porém, depois de tanto tempo troquei de time e virei santista. Não, não pense você que é pela má fase do Verdão, tampouco pelo genial futebol de Neymar e Ganso. Nada disso. Mas antes que você me chame de vira-casaca, afirmo que foi por um motivo justo.
Virei casaca por causa do Alan Kardec, o centroavante santista que vem marcando muitos gols nesse início de Campeonato Paulista e que é xará do Allan Kardec francês, o codificador da Doutrina Espírita.
São dois craques, aliás: o Kardec do Santos, em marcar gols, e o Kardec dos Espíritos, na arte de educar.
Santos Espíritos!
O avô do atleta santista é espírita, e por esse motivo a família decidiu dar-lhe o nome de Alan Kardec. Provavelmente não sabiam que o garoto seria jogador profissional, goleador, teria seu nome estampado em jornais e revistas, colaborando para que o nome Kardec ficasse conhecido nos campos de futebol.
São muito interessantes os caminhos que ocorrem para que uma ideia se prolifere por todos os cantos, recantos e campos desse mundo.
Definitivamente não sabemos as trilhas que Deus utiliza para educar os homens! Quando menos esperamos, eis que surge algo novo, uma nova forma de comunicar e fazer conhecer...
Portanto, quem imaginava que Kardec era coisa de centro espírita enganado está. Hoje ele também está nos estádios. E se o atleta alvinegro continuar balançando as redes, pode ser que vejamos Kardec na Copa do Mundo. Quem diria...
Sonho em um dia ver algum Kardec ganhando um prêmio Nobel. Já pensou? Kardec no rol das grandes celebridades mundiais?
Por isso, hoje sou santista e vibro muito com os gols de Alan Kardec.
É que de um certo modo o goleador santista, mesmo sem querer, divulga o nome de um dos maiores craques da educação que o mundo conheceu: Allan Kardec, o dos Espíritos.
Amigo leitor, se você é santista, procure saber quem foi o xará do goleador de seu time. Se você não é santista, procure também saber quem foi esse craque da educação ao qual me referi.
Pode ser que ao saber quem foi Allan Kardec, o craque da educação, você se encante e troque também de time, tornando-se, não apenas torcedor, mas um atleta da modalidade que ele praticou por muitos anos: A Caridade!
Pense nisso.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

COMO SERÁ O PLANETA TERRA EM 2060

A resposta da questão acima, a teremos de forma dedutiva:

a) Em 2.060 os espíritos nobres, fraternos e inteligentes que, segundo os amáveis espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo, já estão retornando à Terra, terão até 70 anos de idade;
b) Em 2.060 os duzentos mil espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2.025, segundo informação recebida (e divulgada) pelo respeitabilíssimo médium e orador Divaldo Franco, terão 35 anos de idade;
c) Em 2.060 os atuais líderes mundiais e indivíduos outros que tendem ao mal ESTARÃO DESENCARNADOS!
Conclusão – VI:

No ano de 2.060 estarão habitando a Terra espíritos que, pela sua índole, tem todas as qualidades para habitar um Mundo de Regeneração, dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

PARA REFLETIRMOS:
Considerando que nós, habitantes atuais da Terra:

a) Eventualmente não fazemos parte dos espíritos que nas últimas décadas do século XX iniciaram o retorno a este planeta, com nobreza no coração e espírito de fraternidade;
b) Com certeza, não fazemos parte dos espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2.025;
A questão é: Como ficamos nós?
Bem, a oportunidade nos foi dada.
Somos habitantes da Terra num momento muito especial, o que é uma dádiva divina. Esta é grande oportunidade que temos de iniciarmos a reparação dos nossos erros pretéritos.
Precisamos com toda nossa força, com toda nossa vontade, com todo nosso empenho, aproveitar desta oportunidade de aqui estarmos habitando este planeta que logo-logo pode nos dar a condição de termos um ambiente onde a tendência ao bem será a tônica. Como alcançarmos esta graça? A única solução é iniciarmos já nossa regeneração espiritual.
Sugiro três passos, para bem aproveitarmos dessa nossa atual existência:

Primeiro Passo:
Valorizarmos e agradecermos ao Mestre Jesus pela oportunidade de estarmos vivendo nossa mais importante encarnação de todas as existências que tivemos.
Sobre a importância da reencarnação, relembremos o que disse o espírito Emmanuel:
“Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus”.
Considerando que grande é a fila de seres que querem ter a oportunidade de reencarnar na Terra, e cientes de que poucos conseguem este retorno, então a afirmação acima, de Emmanuel, nos faz refletir como temos que agradecer por termos tido a oportunidade de sermos atuais moradores deste nosso amado planeta.

Reflitamos: Por que dentre bilhões de espíritos que habitam as diversas dimensões do nosso planeta Terra, nós fazemos parte do percentual mínimo dos que vivem em sua superfície justamente na época da transição para o mundo de regeneração?


Segundo Passo:


Iniciarmos urgentemente um processo de auto-conhecimento.
A base de toda mudança comportamental é o auto-conhecimento. E aí está a maior dificuldade do ser humano. O auto-conhecimento não é “uma das maiores” dificuldades, é (repito) “a maior” dificuldade do ser humano. Por exemplo, se somos avarentos, dissemos que somos “econômicos”; se somos prepotentes, afirmamos que sabemos reconhecer o nosso valor!

Atenção Plena: Para observarmo-nos incansavelmente, procurando dirigir os olhos para nós mesmos. O que é um hábito que para ser desenvolvido exige esforço e grande força de vontade.

Interiorização: Que é o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não falarmos “eu nunca sinto mágoa” ou “a raiva não faz parte de minha vida”. Este proceder de negar nossos sentimentos inferiores chama-se auto-ilusão, um proceder altamente destrutivo. A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores, abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole e nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança.
Complementa a “interiorização” o ato de estudarmos nossas reações perante a vida. Por exemplo: quando alguém nos chama de “incompetente” e sentimos vontade de estrangulá-lo, devemos perguntar a nós mesmos “se sei que sou competente, por que senti tamanha raiva quando meu colega chamou-me de incompetente?” Assim agindo estaremos nos dando a oportunidade de estudarmos e conhecer o porquê de nossas reações, o que é um importante passo para a mudança de comportamento.
Os dois procedimentos acima levam-nos a adquirir a maior riqueza que podemos ter: o auto-conhecimento, que é a base do desenvolvimento em todos os campos de nossa vida.
“Não existe felicidade, sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência, nesse contexto, é a Escola Bendita. Saber os motivos de nossas reações frente aos outros, entender os sentimentos e idéias nas relações é preciosa lição para o engrandecimento da alma na busca de si próprio”.

Terceiro Passo:

Transformarmos em vivência prática nosso discurso sobre convivência e fraternidade, principalmente em nossa casa espírita.

“Antes dos projetos ‘além-paredes’, estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo mais próximo, aquele que divide conosco as responsabilidades doutrinárias rotineiras em nossa casa espírita, encetando esforços pela convivência jubilosa e libertadora. Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa causa. O Centro Espírita, Escola das Virtudes Superiores, é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos modelos de relações (...).”

CONCLUSÃO FINAL:

No primeiro semestre do ano de 2.005 ouvi de uma presidenta de determinado Centro Espírita da cidade de São Paulo:
“Dentro de nossa casa espírita havia muita intriga, muitas discussões e conflitos improdutivos. Um dia nossa equipe se reuniu e fizemos um acordo, o de sermos fraternos. Isto já faz um ano. Desde aquele dia até hoje, a fraternidade está presente entre nós. Sabe, nós descobrimos que ser fraterno é uma questão de escolha”.
Concluindo, podemos em nosso meio espírita escolher uma das duas opções seguintes:
a) Sermos iniciadores ou propagadores de conflitos improdutivos entre irmãos do mesmo ideal, como ainda ocorre atualmente, ou
b) Escolher sermos fraternos, aceitando nossas diferenças, isto é, exercitando a alteridade.
Sermos fraternos é - simplesmente - uma questão de escolha. Então, que nós que temos a dádiva de ter conhecido o Espírito Consolador, possamos escolher o caminho da fraternidade e, com isto, merecermos ser habitantes da Terra em sua nova e breve etapa: Mundo de Regeneração!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PALAVRAS AOS MÉDIUNS



Ante a mediunidade que lhe concede as possibilidades de intercâmbio com o Plano ESPIRITUAL, HONRE O CULTO ONDE A VIDA SITUOU A SUA EXISTÊNCIA.
Não o inquietem as dúvidas, nem o aflijam as incompreensões.
Em todos os tempos, os corações assinalados para as tarefas superiores do espírito experimentaram opróbrios e zombarias, sorvendo, em silêncio, vinagre e fel, continuando, porém, sem temor.
Uns, atraídos pelas falazes oferendas da ilusão, desatrelam-se do compromisso etombaram a meio do caminho, sem valor para avançarem resolutos até o fim.
Outros, receosos, estacionaram na jornada, interrompendo o ministério do auxílio,detendo-se infelizes e inquietados.
Alguns, malbaratando a valiosa oferenda para reparações intransferíveis, converteram otesouro de socorro em valores estanques onde se demoram semi-hipnotizados,enlanguescidos e dominados por forças impiedosas da Erraticidade.
Mais outros, precipitados e invigilantes, procurando verificações e procedendo a jornadas de investigação inconsciente ficaram detidos nos portais da Espiritualidade, vencidos pelo ceticismo, inspirado por verdugos cruéis de priscas eras...
Raros, somente, conseguem converter o talento da ocasião em moeda de luz-benefício que se espraia em consolação e caridade, esclarecimento e auxílio, e se dilata como bênção do Céu ao sofrimento, nas regiões entre o céu e a terra.
Todavia, as dificuldades a vencer são múltiplas.
Investigadores que desejam travar relação com os Espíritos, como se operassem num laboratório de Química ou Física, farão exigências descabidas que, embora você deseje cooperar, não poderá constranger os Espíritos à cessão, como se, negligentes das próprias responsabilidades, devessem se manipulados a bel-prazer pelos espíritos reencarnados na retaguarda.
Pesquisadores falarão, em nome da Metapsíquica e da Parapsicologia, em
subconsciência, cascões mentais, telepatia, personismo e animismo, e, utilizando terminologia complicada, procurarão aplicar golpes de misericórdia na bruxuleante faculdade de percepção espiritual que brota como débil nascente, mas que em breve se converterá em fonte generosa, rica de vida e alegria...
Amigos, ditos escrupulosos, serão mais severos, e utilizando epítetos vigorosos
malsinarão suas horas, amargurando os momentos da sua soledade e meditação.
Não se detenha, nunca, porém.
A mediunidade brota em todas as criaturas, é de todos os tempos e de todos os lugares.
Nero via constantemente os Espíritos da Agripina, sua mãe, e de Popéia sua segunda esposa, assassinadas pela sua impiedade.
São João Crisóstomo, interpretando as cartas paulinas, ouvia o ditado de uma Entidade angélica, que alguns crêem tenha sido o excelente Apóstolo das gentes...
Teresa d’Ávila, em visões espirituais e em processos de desdobramento, visitou as regiões da dor onde foi submetida a espetáculos afligentes que descreveu, atemorizada, servindo, porém, infatigável, a Jesus Cristo.
Savonarola, perseguindo médiuns e inventores, foi visitado por Espíritos e sofreu, ele mesmo, os tormentos que infligiu às suas vítimas.
Descartes, acreditava-se inspirado pelo Espírito da Verdade, com quem confabulava em sonho.
Frederico Nietzsche era atormentado por Espíritos...
A relação daqueles que travaram contato com o Mundo Espiritual é imensa.
Filósofos e santos, mártires e poetas, escritores e artistas, sábios e guerreiros
conheceram a vida espírita em circunstâncias marcantes da existência.
Com a Revelação Espírita, porém, você sabe, depois de pesquisas honrosas e labores incontáveis, que a vida continua além da morte, que os mortos vivem e retornam, e que a mediunidade é estrada de serviço que não podemos desconsiderar. Não se detenha, quando perseguido, a responder aos incautos e irresponsáveis, nem se demore a lamentas as dificuldades e os dissabores.
Trabalhe, trabalhe, trabalhe!
Jesus trabalha sem cessar e sem receber a menor consideração dos beneficiários, desde o começo até hoje...
Receba, assim, na dificuldade, o buril lapidador que modificará as nugas da sua alma; aprenda a identificar no problema o estímulo necessário e compreenda que serviço é luta, e luta é sofrimento em favor de nós mesmos.
Mediunidade significa faculdade daquele que está no meio.
A posição de quem se encontra entre planos diversos é sempre difícil.
Procure conciliar as diferenças de vibração e plano, situando a mente e o coração em Jesus e sirva, sirva sem parar.
Escreva, fale, incorpore, ouça, ensine, assista com passes, magnetize a água, distenda o medicamento, o pão e o agasalho, ame, ajude e vá além, fazendo do serviço incessante o caminho das suas horas, incompreendido mas generoso, desconsiderados mas amigo, sofrendo mas socorrendo, e atingirá o ponto ideal como médium do bem, em cuja mente e coração os Espíritos da Luz encontrarão o clima para as tarefas de reconstrução do mundo em que você habita, que é o nosso berço, em nome do Rei Sublime que desdenhou um trono de ilusão pela glória do serviço redentor.


MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO TAMBEM VAI QUEM JÁ MORREU!!

“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. – Caetano Veloso

Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.

No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.

Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.

No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das musicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”. Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.

Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade, hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.

“A carne nada vale”. O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.

Processo de loucura e obsessão. As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.

Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.

Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apostolo da caridade no Brasil”.
Fonte:( Visão Espírita )