kardec - o educador

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domingo, 31 de agosto de 2014


O suicídio de Robin Williams...A morte do ator Robin Williams deixa à mostra esse flagelo que se chama suicídio. 

É um assunto grave, sério e que infelizmente não é corriqueiro.

 O número de pessoas que exterminam a própria vida todos os dias em nosso planeta é imensurável. 

Sim, imensurável porque não se tem todos os registros de pessoas que pedem demissão da vida, porquanto dados são escamoteados. 

E para ajudar mídia e sociedade tratam de atirar o tema para debaixo do tapete não o abordando com a seriedade devida, ocultando estimativas a viver num mundo de ilusões... 

Entendem que falar sobre o suicídio gerará suicídios em massa. Entretanto, consideremos que há formas e formas de abordar o tema. 

É a informação sobre alguma coisa que abrirá os olhos das pessoas para saberem onde estão pisando.Portanto, desnecessário falar sobre suicídio mostrando como as pessoas se autoexterminaram, fazendo sensacionalismo, mas fundamental falar sobre como superar os dilemas existenciais, real causa do suicídio. 

Jesus ensinou: 

“No mundo tereis aflições”.

 É bem por aí. 

Devemos entender que a vida na Terra tem seus altos e baixos, dias que são noites chuvosas e densas. São as aflições a que Jesus se referiu. 

Nem só de alegrias se faz nossa existência e saber disso já é um bom caminho percorrido para não se desesperar diante dos problemas. Enfermidade, grana curta, o amor que nos abandonou, o familiar que partiu, a maré que não está lá grande coisa... 

Todas essas coisas citadas fazem parte de nosso rol de provação neste mundo. 

O que fazer? Desistir?

 Suicidar-se? 

Ora, jamais! Melhor treinar e aprender a ser “infeliz”.

 Sim, caro leitor, entenda que quando digo aprender a ser “infeliz” estou falando sobre treinar a viver neste mundo cheio de curvas sinuosas.Levo uma pancada, levanto. 

Levo outra, caio, mas vou devagar me acertando, e assim vamos vivendo...

O Espiritismo nesse particular desempenha papel fundamental ao mostrar que continuamos vivendo, apesar dos pesares, dos problemas e das dificuldades. Extingue-se o corpo, mas fica o espírito, agora em situação mais complicada em virtude do gesto de desespero.

Lembro-me de um amigo orador espírita que foi intuído a modificar sua palestra que realizaria à noite em um determinado centro de nosso país. 

A tarde toda ficou com a palavra suicídio rondando sua mente. Ele não queria trocar o tema, mas a voz insistia ecoando em sua alma. 

Porém, de tanto que os Espíritos “cochicharam” em seus ouvidos, ele resolveu naquela noite mudar a programação e falar sobre o suicídio. 

Qual não foi sua surpresa quando uma mulher o abordou ao final da exposição dizendo que, desesperada, dirigia-se para uma ponte a fim de atirar-se quando teve enorme vontade de entrar no centro espírita. 

Para o espanto da mulher o orador falava sobre o suicídio. Ela nunca havia escutado nada parecido. As informações transmitidas pelo orador despertaram na mulher a “vontade de prosseguir”. 

Ele até então não havia compreendido a razão pela qual passou o dia todo com “alguém” soprando em seus ouvidos para mudar o tema da noite.

 Graças às suas informações aquela mulher não levou ao fim o seu objetivo. Séculos de tormento evitados por conta de uma simples, mas preciosa informação: A vida não acaba com a morte do corpo.

Outro ponto a refletir é a pressão social que recebemos para sermos felizes. 

Ah, quanta confusão isto causa na cabeça das pessoas!Prega-se a felicidade a qualquer custo e não se ensina como lidar com frustrações tão comuns de um planeta em desenvolvimento como o nosso.

O resultado está aí para todos constatarem, uma sociedade infeliz pela busca insana e irracional da felicidade. 

Parece um paradoxo, mas não é. 

O caminho para “exterminar o suicídio” não é esconder dados, deixar de falar ou pedir para que as pessoas sejam felizes na marra... 

Encarar de frente é o caminho. 

Penso que só assim deixaremos de ver todos os dias notícias tristes a mostrar que alguém não conseguiu suportar suas provações e desistiu de si mesmo. 

Posso dizer que é muito melhor um “infeliz” vivo do que alguém que buscou livrar-se dos seus problemas, mas está morto.

Mídia e sociedade podem fazer muito para ajudar neste flagelo denominado suicídio. 

Basta encarar de frente, informar às pessoas e mostrar que aqui temos, sim, problemas e estes servem para serem resolvidos. 

Uma boa dose de realidade vai colaborar com o mundo. Que tal  

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A PACIÊNCIA - Mensagens Espíritas

E eis que no meio da estrada
repentina luz se faz,
mais luminosa que o sol,
quase ofuscando o rapaz.
 
Tremendo de comoção,
Saulo tomba do camelo.
No céu se rasga um caminho
e desce alguém para vê-lo.
 
Voz suave, olhar profundo,
rosto belíssimo, santo,
pergunta esse Alguém a Saulo:
— Por que me persegues tanto?
 
Responde Saulo espantado:
— Mas quem sois vós, meu Senhor?
— Sou Jesus, a quem persegues,
com tanta raiva e rancor!

Há exatos 40 anos, quando tinha apenas 11 anos de idade, li pela primeira vez Paulo e Estêvão, romance de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Ou melhor, minha mãe leu em voz alta para mim, porque descobriu que eu estava lendo escondido no banheiro. Ela achava que o livro era muito pesado para minha idade e não queria que eu lesse. Mas acabou ela mesma fazendo a leitura, não sei se censurando alguma coisa. Morávamos então em Berlim. E no inverno sombrio daquela cidade, na época ainda com o muro, que tanto nos deprimia, fiquei apaixonada pela figura de Paulo, pela história de sua vida.
Depois dessa primeira vez, li mais que 50 vezes esse livro. E isso não é hipérbole. Parei de contar quando cheguei à 50ª leitura. E passei a estudar vorazmente todas as versões da vida do apóstolo. A que está nos Atos, suas Epístolas, li narrativas católicas, protestantes, ateias e a que mais me encantou foi a escrita na primeira metade do século XX, por um judeu, Sholem Ash, intitulada O Apóstolo. Nos últimos 15 anos, com o intenso envolvimento com a Pedagogia Espírita e questões educacionais, não me dediquei mais a esse tema.
Agora estou lançando o livro de Saulo a Paulo, a história recontada inteiramente em versos para crianças e que faz parte da série Grandes Pessoas. Na verdade, muito antes de imaginar lançar essa série, quando ainda nem tinha fundado a Editora Comenius e minha mãe ainda estava encarnada, escrevi esse texto, constituído de 70 estrofes. Talvez uns 18 ou 19 anos atrás.
Por conta desse lançamento, reli de cabo a rabo Paulo e Estêvão e decidi fazer esse balanço público da minha relação com Paulo de Tarso. Essa releitura me fez muito bem, porque me levou às motivações profundas que enraizaram os ideais dessa minha presente vida e aos sentimentos mais viscerais que ainda nutrem a minha personalidade.
Primeiro, devo dizer, que o romance de Emmanuel resistiu ao tempo, em sua estrutura literária, belissimamente escrito, em sua mensagem que revitaliza o espírito e acende ideais. Apesar, é claro, de hoje minha visão a respeito desse livro ser muito diversa de anos atrás. Dediquei-me ao estudo dos primeiros 300 anos de Cristianismo, com autores como Bart Ehrman, Richard Rubenstein ou Paul Johnson, afora todas as novidades de manuscritos descobertos no século XX, que lançaram novas luzes sobre os Evangelhos. Com esse conhecimento, fica claro que o romance de Emmanuel é um romance. Tem uma validade histórica relativa. Por exemplo, sabemos hoje que os conflitos entre Paulo e Tiago não foram tão amistosos como parecem ter sido nos relatos de Emmanuel, com uma reconciliação final tão fraterna e cristã. Mais: Paulo certamente conservou traços de autoritarismo de sua personalidade depois de sua conversão. E não se tornou aquele modelo de humildade que Emmanuel retrata. Outra coisa que me chamou atenção nessa leitura de agora: na narrativa de Emmanuel, a leitura e a cópia de um manuscrito de Levi ocupam lugar central da história. Todos os apóstolos liam, copiavam etc. Hoje se sabe que eram todos analfabetos. Com exceção do próprio Paulo, que era doutor da Lei e talvez de Mateus (ou Levi), que era cobrador de impostos. A escrita e a leitura não ocupavam essa centralidade entre os primeiros cristãos, mas sim o ensino oral, pois a maioria da população não sabia nem ler nem escrever.
Tudo isso apenas para dizer que os romances mediúnicos (os bons romances que hoje nem existem mais) não têm a intenção de nos dar informações históricas, porque cabe a nós, encarnados, pesquisar a História. A intenção dos Espíritos é de nos edificar com uma mensagem estimulante, uma inspiração positiva – como aliás, fez comigo.
Mas voltemos à figura de Paulo. Passado esse arrebatamento juvenil pelo apóstolo, tive que me defrontar com as numerosas críticas que existem em torno de sua doutrina e atuação. Muitos historiadores do cristianismo, entre eles Charles Guignebert (que li por conselho de Herculano Pires) ou Paul Johnson, consideram que Paulo é o verdadeiro fundador da Igreja, tendo lançado a base dos dogmas que ainda empanam a pureza da mensagem de Jesus. Exemplo disso é a ideia do pecado original, que não aparece nas palavras de Cristo, sempre otimista em relação ao ser humano: “vós sois deuses”, “sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito”.
Outra acusação séria e verdadeira, feita a Paulo, é que se encontram em suas epístolas, traços do machismo que promoveu a exclusão da mulher como participante ativa nas práticas cristãs. E ainda há seu conservadorismo político, manifesto por exemplo na Epístola aos Romanos, que pode ter fundamentado a teoria do “direito divino” na Idade Média, ideia segundo a qual temos de respeitar a autoridade constituída, porque ela foi posta por Deus.
É verdade que Paulo, como ex-doutor da Lei judaica, como filho de seu tempo, numa cultura greco-romana e judaica (as três extremamente patriarcais), inserido num contexto pessoal de culpa (tinha matado Estêvão, promovido vasta e sangrenta perseguição aos cristãos), impregnado dos conceitos bíblicos do pecado, não poderia se furtar a carregar tudo isso para sua interpretação da mensagem de Jesus! Não é possível julgarmos um homem de dois mil anos atrás, com nossos conceitos de hoje. Ele compreendeu e traduziu Jesus, como um ex-doutor da Lei daquele contexto histórico e com aquela história pessoal poderia compreender!
Mas o que pode ainda nos inspirar Paulo, sua luta, sua vida?…Muitas coisas. Tanto que ao reler sua história agora, aos 51 anos de idade, consegui sentir em mim as mesmas emoções motivadoras, que me tocaram aos 11 anos de idade.
Embora carregando para a sua tarefa de difusão do cristianismo nascente, as marcas de sua herança cultural, só Paulo podia fazer o que fez: arrancar a mensagem de Jesus do exclusivismo judaico e espalhá-la aos quatro cantos do Império Romano. Não foi à toa que Jesus o chamou para isso. O que me fascina em Paulo, ainda hoje, é seu espírito desbravador e universalista, fiel até o sacrifício e a morte a uma incumbência recebida. É daquelas almas que quando possuídas de um ideal, quando encarregadas de uma missão, não medem esforços, não se detém diante de nenhum obstáculo, percorrem estradas, atravessam mares, se defrontam com inimigos e vão até o fim. Devoção sem limites, ímpeto sem descanso, coragem sem esmorecimento.
Exatamente dessas virtudes precisava o homem que fosse desentranhar a mensagem de Jesus do seu horizonte apenas judaico, para lançá-la ao mundo e semeá-la na história e fazer com que ainda hoje a tivéssemos em mãos. E isso, apesar de suas licenças históricas, o romance de Emmanuel retrata muito bem.
E exatamente dessas virtudes que precisa qualquer pessoa ainda hoje que queira levar adiante uma causa nobre, que queira participar do bom combate pela mensagem do Reino, qualquer pessoa que tenha recebido alguma incumbência existencial que implique em mexer com mentalidades cristalizadas, com corações adormecidos, para acordar consciências!
Mudanças significativas, desbravamento de novas ideias, semeaduras de paradigmas transformadores não se fazem com pessoas mornas, pacatas e sossegadas no seu canto. É preciso garra e paixão, ímpeto e capacidade de sacrifício para empreendimentos assim. Isso não significa santidade e perfeição, como Paulo não era santo, nem perfeito. Apenas a pessoa certa para a tarefa em vista.
A personalidade de Paulo também me atrai pela sua sinceridade absoluta, com seu ódio à hipocrisia, pela sua incapacidade de fazer compromissos com princípios e ideias (o que para muitos pode parecer agressividade e inflexibilidade).
É fácil entender por que Paulo tanto me encantou. Minha tarefa existencial – que não é maior ou melhor do que outras tarefas – também requer essa coragem, esse espírito desbravador e essa sinceridade de princípios.
Às vezes, isso não agrada a muitos. Mas, espero estar cumprindo com a fidelidade paulinamente teimosa a incumbência recebida. A releitura de Paulo me realimentou, passados 40 anos, os mesmos sentimentos apaixonados de agir pela mensagem do Reino, nesse mundo que ainda é um grande Império Romano. E não posso deixar de mencionar que o meu grande inspirador na infância e adolescência, J. Herculano Pires, assinou durante décadas uma coluna no Diário de São Paulo, com o pseudônimo de Irmão Saulo. Coincidência de inspirações?
Para finalizar, uma consideração a respeito das Epístolas de Paulo, que hoje são consideradas pelos pesquisadores das escrituras como efetivamente os documentos mais antigos que temos do cristianismo primitivo (todos os evangelhos foram escritos depois das epístolas): apesar das heranças judaicas, apesar de algumas ressonâncias da cultura da época, esses textos de Paulo contém pérolas espirituais muito valiosas. Por exemplo, apesar da ideia de pecado original, há frases profundamente otimistas em relação ao ser humano, como “somos herdeiros de Deus e co-herdeiros do Cristo”. E apesar de muitas vezes se acusar Paulo de ser um espírito duro e autoritário, ele escreveu umas das mais belas páginas de todos os tempos sobre o amor:
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é paciente, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (Cor. I, 13)


domingo, 24 de agosto de 2014


Recado aos filhos

Honrar pai e mãe é lei divina a ser seguida rigorosamente

Filhos, amem a seus pais! Honrem seu pai e sua mãe, pois pior que tê-los longe fisicamente, é tê-los na ausência da morte ou do abandono.
Jovens, não vivam a vida de forma tão egoísta, pensando apenas em seus problemas, na satisfação dos seus desejos e caprichos. Olhem para eles! Estão envelhecendo e é chegada a sua hora de olhar por eles.
Quantas noites mal dormidas e, às vezes, nem dormidas!... Quantas aflições por suas doenças, por suas lágrimas!... Quantos sonhos abandonados para que os seus sonhos se tornassem realidade!...
Hoje, com menos vigor físico por males que o avanço da idade provoca, não conseguem mais acompanhá-los nos seus projetos. Sejam, pois, pacientes e agradecidos; estejam com eles na presença física do abraço e do beijo filial, dos pequenos mimos que tanto lhes aquecem o coração já cansado, do riso jovem e fácil que mostram a eles que o dever foi cumprido, do jeito que conheciam e podiam, e que a vida continua.
Não cobrem o que, hoje, não têm para dar. Já deram muito! É hora de retribuir.

Achaques, picuinhas, revides não são bem-vindos em criaturas que pretendem ser pais e formar uma família.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014


De cunho inter-religioso, realizou-se a 2ª edição do Movimento Você e a Paz em Tramandaí
O evento integra o calendário turístico da referida localidade gaúcha, conhecida também como a Capital das Praias
 
O evento denominado Movimento Você e a Paz, idealizado e divulgado pelo nobre espírita Divaldo Pereira Franco desde o ano de 1998, com o objetivo de congregar pessoas e instituições na construção e desenvolvimento da paz e da não violência, passou a ser inserido, por lei, no Calendário Turístico de Tramandaí (RS). O primeiro final de semana do mês de março foi reservado para a execução dessa formidável proposta, a construção da paz.
Este ano, contudo, em sua 2ª edição, o Movimento Você e a Paz foi realizado no dia 2 de março, no Centro Municipal de Cultura, local onde tradicionalmente é realizada anualmente a festa do peixe, fato que atrai inúmeros turistas para a Capital das Praias.
 
O ambiente no local do encontro transparecia harmonia, propiciando reflexões em torno do elevado tema.
De cunho inter-religioso, este ano participaram, com suas propostas de paz, representantes da Doutrina Espírita, da Maçonaria, da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros e do Instituto Francisco Lorenz.
Cada representante pautou sua mensagem na exaltação à construção da paz íntima, desenvolvendo a fraternidade, a religiosidade, a espiritualidade, a generosidade, o relacionamento interpessoal, a harmonia, a tolerância, o sentimento de humanidade, a gentileza, o cumprimento de deveres, o respeito, a liberdade, o cultivo de bons pensamentos, o perdão, a ternura e a não violência.
A abertura do evento foi realizada com uma breve reflexão proferida por Marcos Godói, condutor do cerimonial. A execução do hino nacional e do hino rio-grandense-do-sul, entoados por todos, ofereceu o toque oficial, iniciando o aguardado cometimento.
O evento teve o apoio da Prefeitura de Tramandaí – OMovimento Você e a Paz – 2ª edição – foi organizado e realizado pela União Intermunicipal Espírita-Osório, pela 10ª Região federativa da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e pela Sociedade Espírita Fé, Amor e Caridade, com o apoio cultural da Prefeitura de Tramandaí. 
 
Os expositores foram Paulo Salerno, representando Divaldo Pereira Franco; João Alessandro Muller, Presidente da 10ª Região/FERGS; Luiz Genaro Ladereche Fígoli, Mestre Maçom da Loja Palmares do Sul nº 213; Clovis Alberto Oliveira de Souza, Conselheiro Geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos 
Palestrantes e organizadores
Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul; Fernando Lorenz, Presidente do Instituto Professor Francisco Valdomiro Lorenz, e Georgina Valente, Psicopedagoga, representando os espíritas do Rio Grande do Sul.
Clovis Alberto apresentou dois integrantes de sua instituição, que em conjunto, tocaram e cantaram o hino da Umbanda. Marcos Godói, com seu dinamismo natural, apresentou resultados sobre o acompanhamento do evento através das redes sociais, denotando o interesse dos internautas. Motivador afável, Marcos também protagonizou momentos de relaxamento, animando os presentes.
Luiz Genaro propôs, ao final de sua exposição, que cada um cumprimentasse as pessoas que estavam próximas, gerando um clima de descontração e fraternidade. Todos muito animados, e envolvidos pelas judiciosas propostas de não violência, cantaram a canção de Nando Cordel, Paz pela Paz, ao tempo em que balões brancos caíam sobre o público. Em seguida, com uma grande salva de palmas, a 2ª edição do Movimento Você e a Paz de Tramandaí foi encerrada.

Nota do Autor:
 
As fotos que ilustram esta reportagem foram feitas por Jorge Moehlecke.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

                                           o ser humano

“O ser humano é o mais alto e nobre investimento da vida, momento grandioso do processo evolutivo que, para atingir a sua culminância, atravessa diferentes fases que lhe permitem a estruturação psicológica, seu amadurecimento, sua individuação, conforme Jung.” – Joanna de Ângelis. 


Compare a afirmativa acima de Joanna, destacando o início do parágrafo – o ser humano é o mais alto e nobre investimento da vida – com a reportagem contida na revista VEJA, edição de nº2378, de 18 de junho de 2014, páginas 72 e 73.


 Informa a reportagem:


 “Na rodoviária do centro de Tucson, no Estado americano do Arizona, cortinas negras cobrem um antigo armazém, separando esse espaço do local onde passageiros aguardam o ônibus. 


Atrás dos panos, mulheres e crianças, todos imigrantes ilegais, recebem doações de roupas, brinquedos e alimentos das mãos de voluntários.


 A uma hora de carro dali, na cidade de Nogales, na fronteira do México, um abrigo do governo aloja 1100 crianças que entraram nos Estados Unidos desacompanhadas.


 A média de idade é de 16 anos e a menor delas tem apenas 3. 


Aqueles que estiveram lá dentro (a imprensa não tem acesso ao lugar) contam que os banheiros são improvisados e que os pequenos não têm roupa limpa. 


 O cheiro, dizem, é insuportável

 As celas, onde estão acomodados, são frias e não há casacos nem mantas.
A comida trazida pelos guardas não é suficiente para todos.

 Nos últimos meses, o país recebeu um volume inédito de imigrantes com menos de 18 anos de idade e de mães com bebês, os quais colapsaram o sistema imigratório.


 A patrulha de fronteira apreende entre 200 e 250 crianças e adolescentes por dia ao longo da cerca que separa os Estados Unidos do México”


Na questão de número 383 de O Livro Dos Espíritos, nos é esclarecido que é exatamente no período da infância que o Espírito reencarnado está mais aberto às impressões necessárias ao seu adiantamento


 Se perdido esse período, tudo fica mais complicado. Daí a lamentável situação dessas crianças e adolescentes descrita na reportagem da referida revista.


Dona Benedita Fernandes, cognominada com justiça como a Dama da caridade, dedicava-se na sua última reencarnação na região noroeste do Estado de São Paulo, aos doentes mentais e às crianças desamparadas.


 Na edição de no 2.223 da revistaReformador do corrente ano, página 325, encontra-se estampada uma foto desse Espírito abençoado junto a um grupo de crianças. 


Caso vá apreciar a foto que vale a pena ser vista, repare em um detalhe:


até um animal, uma cachorra, encontra lugar para receber carinho das mãos da querida Benfeitora. 


É uma característica dos Espíritos evoluídos existir neles espaço para o amor pelos animais, porque quem ama verdadeiramente ao Criador não pode deixar de amar a todas as suas criaturas. 


Com essa foto com a estampada na reportagem da revistaVEJA e verá registrada a própria foto da presença do amor e da ausência dele.


No livro Sementes de vida eterna, editora LEAL, 1978, capítulos 20 e 21, páginas 85 a 92, encontramos as seguintes colocações:


“Os altos índices de atual delinquência infantojuvenil, cada dia mais afligentes, atestam o malogro da cultura, diante do problema-desafio, que se converte em látego, vigorosamente aplicado na criatura humana

 O menor carente, que assume um comportamento antissocial, é a pungente vítima dos desequilíbrios que sacodem as estruturas da comunidade terrestre.


Todos têm direito, na comunidade humana, ao mínimo que seja, para viver com decência e liberdade.


Negar tal concessão é conspirar contra a felicidade do próximo e a própria paz, agora ou depois.


 Façamos a nossa parte, por menor que pareça, iniciando esta cruzada de amor, que vem sendo postergada e que, não realizada, levar-nos-á aos roteiros do sofrimento e da soledade, por incúria e insensatez.


Hoje brilha a luz da famosa oportunidade que se transformará em abençoado sol do amanhã, a fim de que as trevas do mal se afastem, em definitivo, da Terra, havendo claridade de paz, nas mentes e nos corações”.


Dona Benedita Fernandes, que viveu sua última reencarnação de 1883 a 1947, já sabia disso.


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Quantos anos ou séculos mais necessitaremos para chegar ao entendimento de que o ser humano é o mais alto e nobre investimento da vida?


  •  RICARDO ORESTES FORNI