kardec - o educador

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quarta-feira, 11 de julho de 2012



ADOLESCÊNCIA: Porque a mudança de comportamento?





Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência?
É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. (...) (questão 385)
A adolescência é aquele período situado desde o início da puberdade (aproximadamente 12/13 anos) até atingir o estado adulto.
Quando está na infância, o espírito se acha em gradativo despertar de seu acervo espiritual, arquivado na mente, em um "departamento" (setor) chamado subconsciente (onde todas as experiências das encarnações passadas estão guardadas), período este em que vai adaptando-se à nova encarnação.
Quando a adolescência chega, este processo está completado, e paulatinamente abrem-se as comportas dessa imensa "represa" que é o subconsciente, liberando toda a carga de tendências, instintos, gostos, desejos, ideais, sentimentos, vícios e virtudes que o espírito está trazendo de seu rico passado de experiências multimilenares, criando um torvelinho na razão e no sentimento do jovem, que passará a demonstrar transformações crescentes da personalidade, com mudanças bruscas de comportamentos, atitudes, no seu caráter em si. Os pais então se assustam, muitas vezes não sabendo conviver produtivamente com seus filhos, pois a personalidade do adolescente revela uma expansão das emoções, instabilidade emocional (ora alegre, ora triste, ora entusiasmado, ora desalentado), períodos de revolta, instropecção, meditação, exaltação, um imenso vigor e vitalidade das forças físicas e psíquicas, muito idealismo, e nesta fase inicia-se o despertar da sexualidade, provocando uma alteração brusca na maneira de ver e conduzir a própria vida.
Nossos filhos adolescentes reclamam dos pais mais do que receberam na infância: mais orientação, mais incentivo, mais apoio.
Emmanuel ressalta que "essa fase de existência terrestre é a que apresenta maior número de necessidades no capítulo da direção".
Não são somente aqueles cuidados como na infância, mas também a preocupação de que nossos filhos estejam preparados para os primeiros vôos e para enfrentarem o desafio do mundo que está fora do refúgio doméstico.
Os pais que não aproveitarem ainda os primeiros dias da infância para educar os filhos, aperfeiçoando-lhes o sentimento e o caráter, não terão base para lidarem com os adolescentes em seu lar, pois trabalho educativo deve iniciar-se junto com a chegada dos filhos ao ninho doméstico.
Faz-se necessário a vigilância sobre as tendências de nossos filhos e também sobre nossas atitudes para com eles, a fim de evitar que, em vez de fertilizar as boas sementes, estejamos adubando a erva daninha em seu coração.