kardec - o educador

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MOCIDADE ESPIRITA E SUA IMPORTÂNCIA


                             


             “Quem se aplica a servir, desde os anos da juventude, muit antes da velhice e servido pela vitória da madureza.”
              (“Sol nas almas”, André Luiz, Waldo Vieira, Ed. CEC. lição 19-Mocidade”)

    O Espiritismo é o Consolador Prometido por Jesus, sendo que,  para cumprir sua missão na melhoria moral da Humanidade, os espíritas precisam trabalhar com um objetivo essencial – a educação das almas. A Seara espírita não poderá, em época alguma, desprezar seu próprio futuro, buscando orientar com carinho a criança e o jovem.
    Em meados da primeira metade deste século, os jovens espíritas, sentindo a necessidade de se unirem para estudar a Doutrina Espírita e trabalhar na sua divulgação (pois encontravam incompreensão entre os mais velhos para participarem das atividades doutrinárias), iniciaram nas décadas de 30  e 40, a criação das primeiras MOCIDADES ESPÍRITAS.
Um dos grandes incentivadores na criação dos grupos de jovens espíritas neste período foi a personalidade vigorosa, alegre e atuante de Leopoldo Machado, que residia em  Nova Iguaçu no Estado Rio de Janeiro, e que deu a eficiente colaboração à Federação Espírita Brasileira.
    Estava sendo dados os passos iniciais para os jovens participarem efetivamente do Movimento Espírita Brasileiro.
    Surgiu tanto entusiasmo de união que os moços  conseguiram promover com muita alegria espiritual o 1º CONGRESSO DE MOCIDADES ESPÍRITAS DO BRASIL, de 17 a 23 de abril de 1948.
    Desse memorável encontro em diante, os Grupos de Mocidades Espíritas multiplicaram-se em todos os estados brasileiros, promoveram confraternizações regionais e estaduais, participando ativa e fecundamente dos serviços do Espiritismo.
    O jovem é o sucessor dos mais velhos, podendo muito bem estudar, divulgar, trabalhar e servir junto dos mais experientes, para aprender melhor e produzir mais.
    O moço doa a sua parte de energia, entusiasmo e ideal e recebe dos mais amadurecidos o conhecimento, a prudência e a experiência.

    Jovens sinceros, responsáveis e operosos dentro das linhas da obediência, disciplina e respeito, fizeram aumentar a alegria, a simpatia e o dinamismo nos trabalhos e confraternizações.
Os espírito Superiores valorizam em muito a força espírita jovem que assim afirma no livro: “Caminho, Verdade e Vida” na lição nº 151 – o sábio Espírito Emanuel: “O moço poderá e fará muito, se o espírito envelhecido na experiência não o desamparar no trabalho”.
    Os trabalhadores espíritas mais amadurecidos através dos anos nas atividades doutrinárias não poderão , em circunstância alguma, esquecer-se de apoiar e conviver com os jovens – não para fiscalizar, impor ou proibir – mas, sim, para amar e estimular, ajudar e promover os corações iniciantes nos caminhos do Bem e da Verdade.
    A Juventude necessita muito de orientação doutrinária e direção moral, que deve nascer invariavelmente da convivência fraterna, da amizade espontânea e da simpatia contagiante por parte dos mais velhos.
    Mediante estes sentimentos de fraternais de profundo amor e indispensável entendimento, os jovens não se desviarão das diretrizes luminosas de Jesus e Kardec, conforme nos chama a atenção, na mesma lição do livro referido acima, o responsável mentor espiritual Emmanuel:
    “Não podemos esquecer que esta fase da existência terrestre, é a que apresenta o maior número de necessidades no capítulo da direção.”
O CENTRO ESPÍRITA, que tenha jovens entrosados na tarefa da assistência fraterna e divulgação da doutrina ( sem contudo sobrecarregarem suas responsabilidades com muitas atividades que nesta idade poderão ser prejudiciais ao invés de benéficas), demonstra ser uma equipe altamente produtiva, porque está aproveitando a vitalidade do jovem, para preencher vários setores de serviços que poderão ficar deficientes ou nem mesmo existir, como, por  exemplo, os comentários evangélicos, estudos doutrinários, a evangelização da criança, as campanhas do “quilo”, as visitas fraternas às vilas, favelas ou lares de caridade.
    Não estamos referindo-nos a cargos de direção que tragam muitas responsabilidades e nem tarefas específicas (assistência e doutrinária) de que deverão participar única e exclusivamente os jovens, poderá decretar o isolamento e a separação entre os mais velhos e os mais novos.
    O ideal é que os jovens se misturem com os mais experientes nas atividades da casa espíritas.
   Somente nas reuniões de Mocidade é que poderá predominar o sangue jovem, mesmo assim, indispensável haver por perto alguém por perto que ame muito os jovens, e que por sua vez, seja muito amado por eles, a fim de ser o ponto de ligação fraterna, amiga e boa entre a direção e a juventude.
    As reuniões específicas de Mocidade nos Centros Espíritas são um grande núcleo aglutinador da atenção, interesse e força jovem, constituindo-se num valioso estágio de estudo e aprendizado das Obras de Allan Kardec, esclarecendo a inteligência e iluminando o sentimento, afim de que, mais tarde,possa trabalhar a casa espírita, demonstrando segurança, sinceridade, amadurecimento, convicção e abnegação pela causa do Bem e do Progresso da Humanidade.
   O jovem espírita que começa mais cedo,  o seu esforço do conhecimento da Doutrina Espírita, sua transformação moral, sua reforma íntima e trabalho de amor desinteressado no bem do próximo renova o seu destino mai cedo, pois aproveita melhor o tempo da existência humana e adquire maiores valores de mérito e proteção espiritual, aliviando as dívidas cármicas e aprimorando-se mais rápido.
    Se os pais dedicarem mais cuidado e zelo à posição espiritual dos filhos e os dirigentes espíritas não desprezarem a participação atuante dos jovens, poderemos estar certos de que a juventude brasileira caminhará nos trilhos da educação cristã.


Aprendendo Amando e Servindo - Cap XII